tarkovski esculpindo o tempo

Andrei Tarkovski foi um grande gênio do cinema. Sua paixão pela arte surgiu diante da possibilidade de “imprimir em celuloide a realidade do tempo”. Registrar a impressão do tempo sobre a matéria (um corpo que se move, um objeto imóvel…) e de reproduzi-lo na tela.

Para Tarkovski, o cinema era a ‘arte de esculpir o tempo’:

“Assim como o escultor toma um bloco de mármore e, guiado pela visão interior de sua futura obra, elimina tudo o que não faz parte dela – do mesmo modo o cineasta, a partir de um bloco de tempo” constituído por uma enorme e sólida quantidade de fatos vivos, corta e rejeita tudo aquilo de que não necessita, deixando apenas o que deverá ser um elemento do futuro filme, o que mostrará ser um componente essencial da imagem cinematográfica.”

Sua crença na importância do tempo na arte cinematográfica se amplia e até mesmo se aplica na sua conceitualização da motivação que atrai o público aos cinemas:

“Acredito que o que leva as pessoas ao cinema é o tempo: o tempo perdido, consumido ou ainda não encontrado. O espectador está em busca de uma experiência viva, pois o cinema, como nenhuma outra arte, amplia, enriquece e concentra a experiência de uma pessoa – e não apenas a enriquece, mas a torna mais longa, significativamente mais longa. É esse o poder do cinema: estrelas, roteiros e diversão nada tem a ver com ele.”

Andrei Arsenyevich Tarkovski, em seus 54 anos de vida, realizou 7 longa-metragens. Uma média de 7 anos por filme que poderia ser muito maior, mas foi impedido pela burocracia e pela censura enfrentado pelo regime comunista russo.

“O tempo que uma pessoa vive dá-lhe a oportunidade de se conhecer como um ser moral, engajado na busca da verdade: no entanto, esse dom que o homem tem nas mãos é ao mesmo tempo delicioso e amargo. E a vida não é mais que a fração de tempo que lhe foi concedida, durante a qual ele pode (e, na verdade, deve) moldar seu espírito de acordo com seu próprio entendimento dos objetivos da existência humana. No entanto, a rígida estrutura na qual ela se insere torna nossa responsabilidade para conosco e para com os outros ainda mais flagrantemente óbvia.

A consciência humana depende do tempo para existir”

Trechos extraídos do livro “Esculpir o Tempo”, de Andrei Tarkovski.

Andrei Tarkovsky – Poetic Harmony

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