Qual é o lugar para o debate público num ambiente virtual composto apenas por timelines pessoais e agora sem mais a mediação e os sistemas de validação da mídia?

Como operam o racismo e o machismo no ambiente virtual e como podemos curar o debate nesse novo espaço público?

Abaixo, acompanhe o processo criativo, e todas as conversas na íntegra, da construção desse vídeo.

Começamos passando o briefing para toda a equipe de pesquisa e equipe técnica.

Conversamos um pouco sobre o que é um SUP (serviço de utilidade pública) e no detalhe o SUP “desligue a TV e vá ler um livro”.

Em seguida fizemos o setup para realizarmos as conversas via vídeo conferência e chamamos a primeira convidada – Nina Lemos – para um bate-papo.

A conversa com a jornalista Nina Lemos, direto de Berlin, passou pelas polêmicas nas redes sociais e como essas discussões são saudáveis ou não. Outro ponto alto foram as diferenças de uso das redes na Alemanha e no Brasil.

“Todos têm voz na internet. É bom, mas precisa ter ética. Da onde a gente compra as informações? É preciso ter cuidado. Como falar com as pessoas? Como falar com os haters? Como fazer uma construção ética? “- Nina Lemos

Continuamos o dia escutando os comentários dos diretores Giuliano Saade e Mauro Dahmer, assistimos mais um vídeo produzido por Mauro dessa vez com o tema sobre a globalização.

Convidamos o músico Malásia para uma conversa sobre racismo, a polarização e consequências do caso envolvendo o Wander Wildner na semana passada e o lugar de fala na internet.

A gente tem que curar a internet e as suas redes. É preciso conscientizar que, atualmente, não cabe mais discursos opressores em todos os espaços sociais, como no futebol por exemplo. Wander assumiu um papel caricato, mas temos que vigiar constantemente nosso comportamento para não.

“Em tempos de polarização, falta afeto….Carência leva as pessoas a criar uma imagem de sucesso nas redes sociais…Mesmo tendo intimidade, é necessário ter cuidado na maneira como tratamos as pessoas, evitando que mal entendidos aconteçam.”, diz Malásia.

Depois foi a vez do jornalista Pedro Alexandre trazer suas visões sobre as relações virtuais que as pessoas constroem.

Pedro conheceu e experienciou os haters e polarização na antiga mídia e acha que por um lado a cultura do ódio até um certo nível é saudável.

“Eu trabalhei 10 anos em um veículo da grande mídia e lá tinha o ‘painel do leitor’, e aquele era o único canal dos leitores e lá já existiam os haters….Com as novas plataformas, democratizou-se o espaço de “destruição”….Eu acho super saudável essa cultura de ódio. No meu trabalho de crítico, eu era um porta voz do ódio…..Por outro lado estamos vivendo um momento estranho em começar na guerra para terminarmos em paz…..Todos têm direito de fala: tanto o agressor, quanto o agredido…..Eu acho que a polarização tem uma fase positiva, podemos usar essa possibilidade de diálogo em uma etapa futuro. Não sei se sou pessimista ou otimista. Uma hora vamos cansar de bater papo.” – Pedro Alexandre Sanches

A quarta entrevista é com o cineasta Otto Guerra e a artista Érica Maradona.

Otto afirma que quando temos mais liberdade, menos segurança temos. Nós temos a liberdade na internet, mas temos que ter consciência do que isso implica.

Ele também comenta o caso do recreio na escola em que crianças fantasiadas de gari, empregada e atendente de McDonalds no recreio.  Érica acha que primeiro temos que nos corrigir para não compartilharmos notícias mentirosas antes de cobrarmos isso dos outros.

A equipe para um pouco e fala do que significou para cada um deles após esse primeiro momento de discussões.

Voltamos com mais uma rodada de entrevistas, dessa vez com o sociólogo Túlio Custódio, que traz muita profundidade científica e a importância dessa consistência para falar de temas polêmicos como o racismo.

“Nos momentos de solidão, de isolamento, conseguimos dar sentido às experiências vivenciadas. O problema das redes sociais é que perdemos essa força de reflexão, a incapacidade de estar sozinho, fazendo com que muitas das nossas experiências não sejam devidamente absorvidas pelo indivíduo” – Túlio Custódio

A última entrevista da noite é com o psicólogo Marcelo Cavalheiro que vive nos Estados Unidos a algum tempo e traz uma visão de quem vê de fora as discussões online do Brasil. Ele traz a luz para os privilégios invisíveis que as maiorias tem não se dão conta.

“É preciso não ter poder, para ver o poder”

“O que vai mudar é fazer o poder ser visível. Nós temos poderes invisíveis que precisam ser revelados. Hitler dizia que um homem com informação é um homem poderoso.”

“Educar é poder” – Marcelo Cavalheiro

Com toda essa infusão de ideias, posicionamentos e base científica, Mauro foi pra casa com a missão de roteirizar uma peça audio-visual, uma poesia eletrônica para através da arte nos ajudar a entender melhor esse momento da comunicação que estamos vivendo. Acompanhe em nossas redes sociais!

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