Brasil, entre subtração e multiplicação

Na pluralidade da formação cultural brasileira, uma questão fundamental é sempre revisitada: Quem somos nós?

Entre uma profusão de diferentes origens (ameríndia, africana e europeia), que mais parecem ser excludentes e contraditórias entre si do que unificadoras, o Brasil mantém-se no impasse de qual é a representação mais justa de sua cultura, dentro de um mundo já globalizado.

Um caminho apontado para solucionar esse dilema pode ser encontrado no texto ‘Nacional por Subtração’ (1986), de Roberto Schwarz.

Nele, Schwarz reflete sobre como a produção da identidade nacional se dá sempre pela ideia da subtração diante do que é estrangeiro, do que vem de fora, sem se ater à produção cultural e reflexões próprias ao país.

Uma concepção que reflete um ideal nacionalista de cultura.

A polêmica, no entanto, remonta a célebre (ou infame) “Passeata das Guitarras”, ocorrida no ano de 1967, período dos grandes festivais de música brasileira e a passeata a defendia da invasão das guitarras americanas. Era o sentimento cívico nacionalista traduzido na representação musical de um país.

Marcha contra a guitarra elétrica e o Tropicalismo

Em seguida, o próprio Tropicalismo tornou-se um símbolo da simbiose entre a cultura estrangeira e nacional, criando uma reflexão consciente do encontro entre as diferentes influências.

Tropicalismo: o movimento que agitou o Brasil no final da década de 60

Desses processos dialéticos surge a reflexão do curador do 35˚ Panorama da Arte Brasileira do MAM-SP, Luiz Camillo Osório, que, em sua proposta de curadoria, planeja questionar a ideia da cultura brasileira por ‘Subtração’, por meio do conceito de ‘Multiplicação’.

Nas palavras de Camillo, “No caso da cultura brasileira – e isso foi colocado de modo muito original pela geração tropicalista sob a influência da Antropofagia – a singularidade deveria ser vista como construção de um próprio em constante metamorfose, ou seja, como multiplicação identitária e não como subtração originária em busca de uma essência formadora”.

Para mais reflexões, o 35˚ Panorama da Arte Brasileira começa dia 26 de Setembro de 2017, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

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