séries, uma nova história

As últimas décadas tem sido fundamentais para uma mudança definitiva de paradigma nos meios audiovisuais.

Após vivermos a hegemonia do cinema por um século ou mais, a televisão parece ter assumido a dianteira em termos de qualidade das grandes produções, pelo menos quando nos referimos às obras que filiam-se a linguagem hegemônica. Enquanto o cinema americano preferiu apostar em remakes, continuações e adaptações, a televisão apostou em linguagens originais, inovadoras e surpreendentes.

Recentemente, séries como Mad Man, Breaking Bad e Game of Thrones assumiram um protagonismo popular que até pouco tempo atrás era restrito ao cinema, alcançando um nível de excelência pouco visto no cinema comercial. Essa discrepância é vista também pela migração de atores consagrados no cinema para a TV, como é o caso de Nicole Kidman (Big Little Lies) e Kevin Spacey (House of Cards).

Um dos pontos que realmente coloca as séries à frente do cinema é o tempo. Contar uma história em 12 horas ou mais, por temporada, possibilita explorar de uma forma única a construção narrativa audiovisual, criando arcos e mergulhos mais profundos. No campo mais experimental, pudemos vislumbrar a potência da já histórica terceira temporada de Twin Peaks, retomando um caminho começado no início dos anos 90. Não por acaso, é uma criação do cineasta David Lynch.

Cada vez mais, as séries tem se consolidado como caminho possível para possibilidades narrativas mais amplas, seja no campo experimental ou nas narrativas clássicas. Resta ao cinema retomar o caminho que construiu sua majestosa reputação.

 

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