quem vigia o vigilante?

Ao apropriar-se de imagens de pedestres capturadas pelas onipresentes lentes do Google Maps, o data artist Paolo Cirio eleva o que poderia ser apenas uma declaração artística ao patamar de comentário político sobre a falta de privacidade na atualidade.

Desde que Edward Snowden revelou como tudo é constantemente monitorado e como os dados pessoais são armazenados e analisados, estamos mais conscientes do que nunca da Internet como um espaço vigiado. E o trabalho do artista e hacker Paolo Cirio focaliza justamente esta problemática, levantando questionamentos importantes acerca de privacidade, propriedade intelectual, economia e democracia na atualidade.

A denúncia que ele faz de toda essa vigilância virtual compulsória tem seu exemplo mais representativo em uma intervenção urbana de 2014, intitulada “Street Ghosts”. Através de capturas de tela do recurso street view do Google Maps, o artista elege as que contém imagem de anônimos em sua melhor versão insuspeita do que se passa ao redor – muitos com o rosto borrado, como dita a “política de privacidade” do site. Recorta a silhueta, desenvolve um lambe e retorna ao local onde a pessoa foi fotografada para colar o avatar.

Os “fantasmas” de Cirio tendem a durar mais tempo na base de dados do Google do que na vida real. Às vezes, as imagens são removidas já no dia seguinte, mas às vezes duram 2 ou 3 meses. Raramente mais do que isso.

A única coisa que parece preocupar o artista é a possibilidade de uma pessoa fotografada, cuja imagem foi re-reproduzida por ele, reconhecer-se nos muros. Mas, segundo ele, nunca houve uma denúncia. Na realidade, ele tem recebido inúmeros pedidos de pessoas que já se encontravam no Street View pedindo para terem sua imagem aplicada em seus bairros.

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