quadrinhos brasileiros para ler

Selecionamos cinco quadrinhos brasileiros recentes para você conhecer mais sobre essa expressiva arte brasileira, que vem conquistando fãs e o mercado.

Angola Janga, de Marcelo D’Salete (2017)

Angola Janga, “pequena Angola” ou, como dizem os livros de história, Palmares. Por mais de cem anos, foi como um reino africano dentro da América do Sul. E, apesar do nome, não tão pequeno: Macaco, a capital de Angola Janga, tinha uma população equivalente a das maiores cidades brasileiras da época. Formada no fim do século XVI, em Pernambuco, a partir dos mocambos criados por fugitivos da escravidão, Angola Janga cresceu, organizou-se e resistiu aos ataques dos militares holandeses e das forças coloniais portuguesas. Durante onze anos, Marcelo D’Salete, autor de Encruzilhada e do sucesso internacional Cumbe, pesquisou e preparou-se para contar a história dessa rebelião que tornou-se nação, referência maior da luta contra a opressão e o racismo no Brasil. O resultado é um épico no qual o destino do país é decidido em batalhas sangrentas, mas que demonstra a delicada flexibilidade da resistência às derrotas.

Quadrinhos dos anos 10, de André Dahmer (2016)

Difícil definir os anos 1910. Na esteira das revoluções tecnológicas da virada do século, o ruído ampliou-se e a dispersão tomou conta. Todavia, a torrente de informações e opiniões não assusta André Dahmer. Na verdade, é desse caldo que ele tira algumas de suas melhores histórias. Quadrinhos dos anos 10 tem uma receita simples: três ou quatro quadros em sequência, contendo a mais dolorosa e mordaz crítica à vida moderna. O humor dessas páginas nasce da mesma angústia que sentimos diante das complicações contemporâneas que o autor tenta destrinchar. Mas as tiras não são pesadas e duras: pelo contrário, são tão engraçadas quanto os absurdos do dia a dia. Um riso meio doído, mas um riso mesmo assim.
Quadrinhos dos Anos 10 - André DahmerQuadrinhos dos Anos 10 - André DahmerQuadrinhos dos Anos 10 - André Dahmer

Bear, de Bianca Pinheiro (2014)

A pequena Raven tem um problema: de algum modo ela conseguiu se perder de seus pais e de seu lar. Em sua busca, ela se depara com um urso marrom (ou seria alaranjado?) que, apesar de rabugento, aceita ajudá-la nessa empreitada. A jornada desses dois acaba de começar.

Gata Garota, de Fefê Torquato (2015)

Gigi é uma garota que passa metade do seu tempo dormindo, a outra metade comendo e o dia inteiro entediada. Por que alguém se interessaria pela sua vida? Porque Gigi é metade gato. Ela descende de uma família de gatos-gente, únicos de sua espécie, até onde se sabe… Criaturas fascinantes, que sabem o poder que exercem sobre os humanos e, por isso, dominam o mundo com seu pelo macio, olhar penetrante de desdém e eventual pose controversa. Neste volume, Gigi enfrenta problemas cotidianos, como roubar assentos alheios, torturar insetos por horas, conviver com a líder da família, Fefê – que pode ou não estar enlouquecendo – e com o ciúme de seu namorado, Danilo, que desconfia não ser o único. Pare o que estiver fazendo e leia esta série. Tem gatos.

Castanha do Pará, de Gidalti Júnior (2016)

O romance gráfico Castanha do Pará reconta, em forma de fábula, uma situação cada vez mais comum nos dias de hoje: Castanha é um menino-urubu que vive suas aventuras pelos cenários do tradicional mercado público Ver-o-Peso, em Belém. Mora sob o céu aberto e sobrevive dos furtos e das migalhas de atenção que sobram do mundo ao seu redor. O romance gráfico de estreia de Gidalti Moura Jr. abusa da expressividade na pintura para dar vida a este conto urbano, criando uma visão lúdica e ritmada para a poesia da dura realidade.

para saber mais:

COMPARTILHE

OUTRAS DO BLOG