EU, ARTISTA

onda#14
Primeira parte de uma trilogia que investigará o que é o artista, a ONDA#14 acompanha o processo criativo de Luanna Jimenes, experiente artista performática, que irá desenvolver seu próximo trabalho em uma semana dentro do ATRAVES\\.
O trabalho dialoga com questionamentos fundamentais da formação do povo brasileiro e suas novas configurações com as recentes diásporas e deslocamentos contemporâneos. A pesquisa terá motivações etnológicas, porém, por um viés poético.

EDITORIAL

Inspirados pelo livro O QUE É UM ARTISTA?, da autora Sarah Thornton, decidimos fazer uma trilogia de ONDAs (#14, #15 e #16) a fim de refletir a questão do ARTISTA.
Em cada ONDA um olhar sobre o artista. Para isso, partiremos de três olhares diferentes em cada uma das ONDAs.
Na primeira delas, a ONDA#14 – EU, ARTISTA, queremos encontrar o momento quando a artista se reconhece e se intitula como artista, desenvolvendo seu projeto a partir das suas buscas. Para isso, convidamos a experiente performancer Luanna Jimenes, uma antiga colaboradora nossa. Da nossa perspectiva, ela é uma artista convicta em suas crenças e já resolvida em sua busca pessoal, encontrando a necessária ressonância de suas questões pessoais em uma ousada e instigante produção artística.
Luanna desenvolverá um trabalho sobre os imigrantes africanos que, hoje, habitam o caótico centro de São Paulo. Essa busca guiará-se pelos corpos em movimento desses seres humanos tratados com indiferença e marginalizados pela sociedade. Reencontrando as memórias afetivas da infância que persistem em sua intimidade.
Aplicaremos à todos os artistas desta trilogia uma mesma metodologia de documentação audiovisual e uma cartilha de perguntas. A ideia é mapear diferentes processos e caminhos percorridos na aventura da criação.
Esperamos, ao final dessa jornada, encerrar o ano inspirando as pessoas a realizarem seus trabalhos, acreditarem em seus movimentos e encontrarem mecanismos para realizarem cada vez mais. A produção da arte é necessária e urgente. Quanto mais arte, mais amor e mais mentes abertas na sociedade.  
Mas afinal, quem faz a arte senão o artista? E o artista é quem se reconhece como tal ou quem é validado por terceiros?

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CONCEITO

Caminhar como ato político. Conhecer o corpo da cidade, quem dá forma e vida. Conhecer os negros, quebrar barreiras. Humanizar.

A partir de suas andanças pelo centro da cidade, Luanna Jimenes começou a observar o comportamento da crescente massa de imigrantes negros recém chegados ao Brasil. Partiu, então, a estabelecer um mapa traçando seus caminhos pela cidade.

Deste conceito, surge CIDADE E CORPO: UMA PERFORMANCE AFRICANA NO BRASIL, trabalho teórico produzido pela artista e o qual embasa a performance criada por Luanna durante a ONDA#14 – EU, ARTISTA.

Outro texto importante para a artista foi o capítulo Nudez do livro CARNE E PEDRA: O corpo e a cidade na civilização ocidental de Richard Sennet, que reflete sobre a relação entre o corpo humano e o espaço urbano: da antiguidade aos dias de hoje.

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AS FERRAMENTAS

Atenta às questões técnicas, a artistas convidou o fotógrafo e antigo parceiro do ATRAVES\\, Marcelo Rocha, para definir o set up de luz em dois momentos distintos:

uma para os ensaios e processos criativos

e outra para a própria gravação.

Outro ponto importante foi a criação dos objetos óticos capazes de intermediar o olhar da artista e seus convidados. Para isso, convidamos a pedagoga Márcia Siqueira de Carvalho para auxiliar a criação dos objetos que serão usados na gravação da performance da artista.

Luanna chamou o momento de
Ateliê de Objeto Óptico para Observação Direta.

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O ESPAÇO

Partindo para a preparação da peça, Luanna convidou os músicos e dançarinos togoleses Ayikue Satchivi e Edoh Amassize e a cantora Maia Mkhize, da África do Sul.

O ensaio foi importante para definir a dinâmica da performance no dia da gravação: o posicionamento das câmeras e a movimentação dos artistas convidados.

GRAVAÇÃO

As gravações ocorrem em dois dias.

No sábado (11/11), recebemos os músicos Edoh Amassize, Nokplim Kpedjou e Edem Kosi, do Togo e a cantora Maya Mkhise, da África do Sul. Eles se apresentaram e transformaram nosso estúdio com sua energia incrível.

Depois, foi a vez do artista plástico Shambuyi Wetu, do Congo, que apresentou sua performance “Não à Guerra do Congo”. Pedro Zito, poeta angolano, auxiliou na realização.

No domingo (12/11), foi a vez da atriz angolana Graça ‘Doneta. Conversamos com ela sobre sua vida no Brasil e presenciamos sua apresentação de dança.

MONTAGEM

O vídeo realizado pela Luanna Jimenes está em processo de montagem e, em breve, estará disponível aqui. Acompanhe nossas redes sociais para saber as novidades.

ARTISTAS e COLABORADORES

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RE-INPIRAÇÕES

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