COLAB#5
RESILIÊNCIA ARTÍSTICA

GALERIA TATO + MITsp
A inquietação com relação à atual conjuntura política e social do Brasil perpassa todos os eixos da vida, constituindo uma zona de indistinção entre o público e o privado.
Através de movimentos conjuntos com a 4a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo e a Galeria Tato, propomos a RESILIÊNCIA ARTÍSTICA como ferramenta para questionar este estado de exceção que se tornou regra.

1.Editorial

Nas próximas duas semanas, o ATRAVES\\ abre suas portas para discutir o tema Resiliência Artística em parceria com a Galeria Tato e a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo.
Na primeira semana da colab#5 Resiliência Artística, nosso estúdio será utilizado pelo artista Iaco Viana, representado pela Galeria Tato. Ele e alguns colaboradores irão criar uma obra com o objetivo de questionar nosso atual momento político através da arte.
O artista está intensamente envolvido nas discussões atuais sobre arte em contextos urbanos, especialmente depois da polêmica com a recém empossada gestão da prefeitura.
Iaco foi protagonista um dos protestos mais emblemáticos feitos contra o prefeito Doria devido ao apagamento dos grafites da Avenida 23 de Maio, no final de janeiro. Sobre a tinta cinza deixada nos muros pela prefeitura, o artista escreveu 12 vezes o sobrenome do prefeito.
Iaco é um retrato da resiliência em diversos momentos, seja ao assumir a autoria das pichações que o fizeram ser “perseguido” pelo Deic-SP, ou pela escolha em não ficar em silêncio depois da repressão da prefeitura e da repercussão que o caso tomou na internet.
Na segunda semana, nosso estúdio será palco de ensaios da 4ª Mostra Internacional de Teatro de São Paulo (MITsp). O festival se liga a nós através de seus Manifestos Pandemia: 12 textos que condensam pensamentos e questionamentos estéticos, éticos e políticos. Por aqui, irão ensaiar um dos manifestos que será apresentado no Teatro Municipal no dia 14 de março.
Abrimos um espaço para que a arte seja utilizada como forma de exercitar a capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças, sejam elas políticas, sociais ou econômicas.
A Resiliência Artística desponta, então, como um momento para pensar a cidade e os diversos suportes artísticos num mundo onde arte não cabe mais apenas entre as quatro paredes de uma galeria. Ela está em todo lugar.

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1.IACO: Guerra do Cinza

O artista plástico e grafiteiro iaco Viana, envolvido recentemente em polêmica com o Deic-SP após pichar 12 vezes o sobrenome do prefeito nos muros da Avenida 23 de Maio, em São Paulo, criou em nosso estúdio a instalação “Guerra ao Cinza”, que busca questionar nosso atual momento político através da arte.

A obra, criada em parceria com os grafiteiros e pichadores Frasão Feik, Alex Kaleb Romano, Alexandre Urch, Enivo, Space Super, Fugas, Fab e Dalcin, propõe um diálogo sobre arte urbana, resiliência artística e a cidade.

Juntos, os artistas mostraram o poder da latinha e criaram um reflexo do espaço urbano paulistano.

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2.Galeria TATO

Além de participar na curadoria desta colab, a Galeria Tato também recebeu a arte_bike do Atraves\\ e sua tela que exibe ao vivo os nossos processos criativos. O local foi palco ainda de um debate com o artista iaco Viana e seus colaboradores sobre grafite, pixo e a arte de resistir em São Paulo.

O bate-papo reuniu artistas de diferentes épocas, promovendo um grande encontro de gerações. Entre os presentes, estava Júlio Barreto, pichador e grafiteiro dos anos 1970. Ele falou sobre as diferenças de processo em sua época e nos dias de hoje e pôs em debate a entrada da arte urbana nas galerias de arte e o recebimento ou não de dinheiro para grafitar. Outro tema discutido foi a origem do pixo e do grafite, que normalmente é associada aos anos 1960: os artistas reivindicam que a origem destas artes remonta às pinturas rupestres, datadas do período Paleolítico (cerca de 40 mil anos a.C.).

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3.MITsp

Através da parceria com a Mostra Internacional de Teatro de São Paulo nesta colab, recebemos em nosso estúdio a atriz e diretora Bete Coelho, que ensaiou a leitura do texto-manifesto “Quando as ruas queimam”, de Vladimir Safatle, que abriu as performances públicas da #MITsp em São Paulo.

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CURADORIA

ARTISTAS e COLABORADORES