a urgência em criar

O que impulsiona alguém a criar algo, seja nas artes, na filosofia, no design ou em qualquer outra área da vida?

Em toda a história humana, sempre houve quem tem habilidade e/ou talento para criar obras de arte e também quem apenas sentia o impulso em criá-las. Seres que apenas se sentem realizados na comunicação que suas experiências artísticas e estéticas proporcionam.

Esse impulso criativo – objeto de investigação de escritores e psicanalistas, ainda se apresenta como um elemento misterioso da personalidade humana.

A partir do livro “Art and Artist: Creative Urge and Personality Development” (sem tradução no Brasil), de Otto Rank, Ernest Becker propôs a ideia de que o ser humano cria para suportar sua condição de finitude — como uma forma de “defesa” contra a consciência de seu destino certo, a morte — e também para encontrar algum sentido para a sua existência.

Em qualquer época da civilização humana, sempre houve impulso criativo. Em todas as épocas e lugares do planeta, o ser humano sempre criou – por palavra, linha, cor ou som – objetos que não eram puramente utilitários. Objetos que continham em si um desejo mais profundo de comunicar algo, não necessariamente de forma explícita.

O que estes desejos de comunicar poderiam esconder? Um desejo de atingir a “perfeição”, quase como uma necessidade de alcançar a sensação de valor próprio. Uma busca na qual o artista estabelece uma noção de perfeição – de integralidade da expressão artística – que procura atingir em todas as suas obras, seja de forma consciente ou inconsciente.

Essa é a razão porque toda obra de arte começa com grandes esperanças, mesmo que na maior parte das vezes elas percam força durante o processo criativo.

A crença na perfeição da expressão artística é o que possibilita todo o trabalho/esforço do artista, seja lá o que essa perfeição signifique… Mas ela sempre permanece fora do alcance de todo e qualquer indivíduo.

É como se o verdadeiro artista nunca pudesse se sentir completamente satisfeito com as suas criações, mas ainda assim, ele continua perseguindo uma ideia de completude que enfim lhe fará transcender, ser maior que sua própria linha de vida. Vencer o tempo.

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