pela não-violência contra a mulher

Apesar de pouco divulgada, a data de hoje (25/11) é o Dia Internacional da Não-Violência contra a Mulher. A data, promulgada pela ONU em 1999, além de bandeira da luta mais contemporânea, é uma homenagem ao grupo Las Mariposas – codinome utilizado em atividades clandestinas pelas irmãs Mirabal, heroínas da República Dominicana brutalmente assassinadas em 25 de novembro de 1960.

Patria, Minerva e María Teresa Mirabal ousaram opor-se à ditadura de Rafael Leônidas Trujillo, uma das mais violentas da América Latina. Pelo ato, foram perseguidas e presas juntamente com seus maridos. Como plano para assassiná-las, por provocarem grande comoção popular enquanto estavam presas, o ditador acabou por libertá-las, para em seguida simular um acidente automobilístico matando-as quando iam visitar seus maridos na prisão.

Seus corpos foram encontrados no fundo de um precipício estranguladas e com ossos quebrados.

Minerva, Patria e María Teresa Maribal: Las Mariposas

Assim como diversas outras guerrilheiras políticas ao redor do mundo, as irmãs Maribal tiveram seus corpos marcados pelo signo da repressão e violência com requintes de crueldade especialmente destinados às mulheres. Não que presos políticos – ou virtualmente, qualquer homem agredido ou vilipendiado – não experimente provações semelhantes, mas é notório o uso desproporcional da força, não rara sexual, contra os corpos femininos.

Em nosso país, conforme nos relata o livro Brasil: Nunca Mais, de autoria de Dom Paulo Evaristo Arns, é possível constatar a aplicação de inúmeros métodos de tortura durante a ditadura militar especialmente infligidos às mulheres, como a infame técnica de introduzir baratas e outros seres rastejantes no ânus de mulheres grávidas afim de obter confissões e outras informações-chave.

Mas a realidade nos mostra que não é preciso ser guerrilheira política para sentir na pele os efeitos de uma sociedade que enxerga as mulheres como cidadãs de segunda classe.

Um dos principais problemas que impedem as mulheres de conquistarem cada vez mais espaço na sociedade é o feminicídio, ou ainda, a perseguição ou morte intencional de pessoas do sexo feminino.
A Lei n° 11.340 ou, como ficou popularmente conhecida, a Lei Maria da Penha, foi sancionada em 2006 e sua aplicação nos dias atuais é ineficaz. A quantidade de crimes ocorridos pela falta da monitoração e eficiência só cresce. Em 2015, foi divulgado um Mapa da Violência Contra a Mulher e os dados são alarmantes: por dia, 13 mulheres são mortas em território brasileiro em crimes caracterizados como feminicídio.

Um caso recente é o assassinato da sobrinha-neta de Sarney, estuprada e morta pelo cunhado.

Ainda assim, o racismo ainda é um fator complicador neste cenário lamentável: a quantidade de mulheres brancas assassinada caiu para 10% e negras subiu para 54% de acordo com o Mapa da Violência, feito em São Paulo. Os privilégios que a elite tem em relação as camadas baixas é bem evidente.

Afirmar isso não significa jogar um “supertrunfo” do desprivilégio, já que todas as mulheres sofrem, em alguma escala, os efeitos nocivos de uma sociedade que não respeita seus corpos – mas, sim, atentar para a importância de sublinhar algumas particularidades para que assim possamos enxergar e lidar com esta questão a partir da complexidade que exige.

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