o que é contemporaneo?

No século XXI estamos atrelados à noção de contemporâneo considerando uma divisão no tempo que nos separa da modernidade. Mas afinal o que significa?

Segundo Giorgio Agamben, italiano do século XX dedicado a filosofia, para compreender o espírito da atualidade é preciso olhar para o que foi o moderno e a seguir procurar seu inverso.

QUANTO A MULTIPLICIDADE DE TÉCNICAS

O que se chama historicamente Revolução Industrial na Inglaterra século XIX foi o aperfeiçoamento das técnicas de extração de ferro e produção de máquinas para atividades industriais e agropecuária.

Este advento desencadeou, no decorrer do século XX no mundo todo, profundos e definitivos processos de transformação da humanidade, do modo de vida e da ideia de mundo.

A cidade foi o projeto modelo do Homem moderno em aceleração e mobilidade enquanto o campo, se tornou sinônimo de arcaico, atraso intelectual e desconforto.

Na modernidade vimos a reconstrução das capitais europeias destruídas no período pós-guerra e o crescimento de cidades americanas assim também na recém republica brasileira. A cidade de São Paulo no século XX sofreu definitivas transformações apesar de sua secular existência.

Da interface

No MAM

Estamos localizados no centro do projeto arquitetônico moderno brasileiro da maior importância: a sinuosa marquise de aproximadamente 28.800m² nos conecta aos pavilhões – da bienal, culturas brasileiras, Museu Afro, Oca e Auditório: símbolo do desenvolvimento da metrópole moderna, industrializada e internacional, e a expressão do desejo da elite industrial paulista de pontuar os espaços da cidade com evidências monumentais da modernidade.

O complexo arquitetônico foi construído na ocasião do IV Centenário da Cidade de São Paulo, investimento que mobilizou os poderes público, privado, eclesiástico, militar, além de centenas

de milhares de habitantes.

SER MÚLTIPLO

Quanto a arte moderna, conhecemos suas vanguardas. No final do século XIX na França Manet desestabilizou a prática da pintura de observação direta da paisagem quando atribuiu à tela uma realidade própria, fora da chave da representação da realidade.

A colagem é uma técnica que nos oferece um claro modelo para entender a passagem para o contemporâneo: coletar coisas e retirá-las de seus contextos de origem para depois justapor com outros elementos num contexto inédito a ambos.

A escultura minimalista dava importância aos materiais. É preciso dar a ver os contornos e aspectos da matéria, os resíduos industriais possam ser aproveitados para a composição de peças escultóricas.

Em 1912 o francês radicado em Nova Iorque Marcel Duchamp marcou o início da arte moderna (no eixo Europa- Estados unidos) quando colocou o urinol no espaço expositivo.

A arte conceitual, o minimalismo e a pop art destituíram a hegemonia da pintura e escultura do status de “obra de arte”; seu valor passou a ser duvidoso num mundo de reproduções sem controle em quantidade imprevista.

O valor da obra de arte passou a ser atribuído ao gesto do artista, na maneira de dispor os materiais que escolher no espaço expositivo. As técnicas se multiplicam sem limites e já não encontramos mais no artista um especialista, mas um operador multimídia.

Somos convidados diariamente a olhar para o resíduo do consumo exagerado e inchaço das cidades; a nos perguntar sobre o vazio simbólico sob o qual vivemos nas grandes cidades globais: será que afinal, “atravessamos fronteiras”?  Será que a tecnologia contribuiu para a melhoria da humanidade?

Daqui já podemos avistar os efeitos do fascínio pela velocidade.

Em andamento.

A tecnologia industrial e a seguir a nanotecnologia e a internet transmitiram para o mundo produzir cada vez mais, a indústria; na segunda metade do século XX já vemos a revolução tecnológica advinda da internet… A modernidade é o século a vida na cidade e o ambiente urbano cresciam junto ao ideário de conforto e velocidade.

Idéia de conforto e velocidade conforto da vida na cidade  da natureza um objeto exótico, um luxo confinado na pintura. A arte moderna brasileira nos conta de um olhar estrangeiro mirando a natureza exuberante, a fertilidade da natureza pura e selvagem.

texto por Luanna Jimenes

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