PROCESSO CRIATIVO

VICTOR RIBEIRO * ONDA SUPERSTIÇÃO

O processo criativo do cineasta Victor Ribeiro no ATRAVES\\.

Durante cinco dias de trabalho, sendo dois dias de filmagem, o ator, dramaturgo e cineasta Victor Ribeiro gravou um novo curta-metragem, uma espécie de doc-ficção sobre mitos e crenças, como parte dos processos criativos registrados durante a onda #9 Superstição no Atraves\\.

Durante o seu processo, o cineasta esperava resolver suas questões com as crendices. “Como eu também sou cheio de superstições, crenças e dúvidas, como qualquer outro ser humano, uma das minhas vontades aqui é usar este espaço para olhar de fora até as minhas próprias superstições e poder questioná-las. Vejo essa oportunidade de uma maneira até medicinal mesmo”, confessa. Ele queria lavar a alma em relação às superstições, mas foi além e conta que nunca havia conseguido experimentar como no curta em que filmou aqui. “Eu usei o Atraves\\ de uma forma experimental em todos os sentidos”, brinca. “Eu fiz algo que queria fazer há muito tempo, que é se gravar e acabei criando uma persona de um diretor até um pouco eloquente, misturando o personagem comigo mesmo, o que me deu mais liberdade”, revela.

Durante esses dias, Victor escreveu a sinopse, o roteiro, cuidou da cenografia, iluminação, preparou atores e filmou, realizando aquilo que podemos chamar de processo fílmico. Tudo isso graças a ajuda de profissionais e da equipe do nosso estúdio. “Uma coisa muito importante ao montar a equipe foi a relação de confiança e amizade que eu tenho com os outros profissionais. Muitos deles me entendem muito, o que fez o trabalho fluir de uma maneira muito boa. E a equipe do Atraves\\ também vestiu a camisa”, garante.

Durante toda a semana, Victor teve que se concentrar muito para dirigir. “Eu tive pouco tempo para me reunir com a equipe, foi um trabalho em que basicamente estava tudo na minha cabeça. Mas uma frase de um professor [o cineasta Claudio Gonçalves, com quem Victor estudou na Academia Internacional de Cinema] me veio muito à cabeça nesse processo. Ele dizia que o cinema é um campo de batalha e eu senti isso fortemente”, conta.

O cineasta, que normalmente trabalha em casa, diz que tentou ao máximo fazer com que o ambiente o ajudasse de uma forma criativa. “Uma coisa que foi diferente no processo foi o fato de ter uma mesa e escrever aqui dentro. Isso foi novo pra mim. Eu geralmente escrevo no meu escritório em casa. É o ambiente que eu tenho, privado, que eu posso sentar e escrever e onde me sinto bem, seguro, é familiar pra mim”, explica.

Victor criou um filme que procura misturar realidade e ficção enquanto seu processo era filmado e documentado, como é de praxe no Atraves\\, 24 horas por dia, ininterruptamente.

“Duas coisas interessantes que me vieram durante o processo: eu estar construindo o que eu ia fazer dentro do espaço que eu vou fazer, me ajudou a pensar em como filmar esse filme. Tem momento que eu levanto e uso o espaço para fazer a movimentação de câmera, eu já tô aqui. Isso me possibilitou fazer vários testes. E a outra coisa é estar sendo filmado. Às vezes você se esquece completamente, às vezes, você se lembra e tenta atrelar seu trabalho a artistas colaboradores, postando no Facebook o que você está ouvindo. É muito louco, mas às vezes dá vontade de saber que você está sendo visto. É interessante isso, alguém saber que você está produzindo e te ver. É uma sensação interessante”, diz.

Entre as referências usadas para o trabalho, Victor cita o cineasta Charlie Kaufman e o documentarista Eduardo Coutinho, além do jeito de trabalhar de Fernando Meirelles, de quem foi assistente.

ONDA

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