“O Homem Dourado”

por Phillip K. Dick

“The Golden Man” é um conto escrito pelo autor norte-americano Phillip K. Dick e publicado pela primeira vez em 1954. Foi recentemente republicado no Brasil na coletânea “Realidades Adaptadas” pela editora Aleph. A história já foi adaptado ao cinema no filme “O Vidente”, lançado em 2007, dirigido por Lee Tamahori e protagonizado por Nicholas Cage.

Philip K Dick (HarperCollins Publishers )

O conto se passa numa realidade em que a humanidade se sente ameaçada com o surgimento de “mutantes” – ou desviantes como os chamam na história – e que, seguindo a natureza humana, os caça, estuda e mata. Os humanos têm medo de que uma das 88 variações encontradas possa ser o equivalente ao que o Homo sapiens foi para o Homo neanderthalensis, isto é, o fim de nossa espécie, dando lugar a outra mais evoluída.

Cris vive com a família em uma fazenda afastada da cidade e é um desviante. Ele tem 18 anos, um corpo bem formado e é incrivelmente lindo. Possui seu corpo recoberto por uma penugem dourada, que dá a ele um ar divino e um brilho próprio. Um dia, Cris sai correndo sem explicação pouco antes de um estranho aparecer na fazenda pedindo um copo d’água. O estranho é da ACD, agência governamental responsável por caçar os mutantes. Ele é levado para a sede da agência onde descobrem que sua habilidade de prever o futuro.

Cris não tem o lobo frontal, não é capaz de se comunicar e de pensar. O tempo que conseguiu se manter fora da mira do governo tem relação direta com sua habilidade e com o instinto mais primário que se tem: o de sobrevivência.

É interessante observar a forma como o futuro se revela para ele. São cenas distintas que se colocam à sua frente, nelas ele consegue ver o local, as pessoas e como elas se desenrolam. Consegue ver se ele estará presente ou não. E consegue ver a cena seguinte e a seguinte, mas conforme se distanciam do presente se tornam mais nebulosas. Ele escolhe seu caminho assim, com base num futuro próximo favorável à sua existência.

Se comparado com a relação humana com o tempo, ele vê o futuro como nós vemos o passado: o mais recente bastante claro mas conforme se afasta torna-se cada vez mais enevoado. O passado para ele, porém, era apenas uma sombra negra e opaca: “A única coisa que lhe era desconhecida era a que já deixara de existir. De modo vago e obscuro, perguntava-se de vez em quando para onde iam as coisas depois que ele passava por elas.

 

Negro e opaco como o nosso futuro.

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