o diabo de Flusser

“O que admiramos no céu estrelado não é a sua ordem, mas a sua duração gigantesca. Comparadas com a duração da nossa vida, são as esferas celestes efetivamente eternas. Essa relativa eternidade é o que nos parece divino. Sabemos, no entanto, que é um engano nosso, os astros são fenômenos temporais, como tudo nesse nosso mundo dos sentidos.”  (FLUSSER, 1965, p. 29)

A História do Diabo contada por Vilém Flusser pode nos acrescentar na reflexão sobre o tempo, assim como no encadeamento sugerido pelo tema da exposição.

Filósofo checo, naturalizou-se brasileiro vivendo em São Paulo fugindo do nazismo na metade do século XX. Atuou como professor de filosofia, jornalista e escritor, autor de A Filosofia da Caixa-Preta, título fundamental para pensar a fotografia.

Em A História do Diabo; depois de nos libertar dos tabus de se dedicar a pensar esta figura carregada de negatividade associada ao espírito sedutor, enganador e aniquilador de almas; Flusser nos convida para uma leitura desse legado bestial atualizada para o cotidiano urbano, seguindo seus padrões globalizantes. Além de se revelar como força motriz do desejo que prescinde nossas ações, o Diabo mora no tempo.

A evolução do diabo e a evolução da vida caminham paralelamente. O réptil é perfeitamente identificável no diabo sofisticado da nossa época elegante. A pergunta:  porquê o príncipe das camadas inferiores, o anjo caído em oposição ao ideário “Deus”, cultiva seus métodos, qual a justificativa no seu procedimento? Para Flusser toda a Ciência, Arte e filosofia, são os mais nobres exemplos da obra do diabo, se considerarmos como se desenvolveram essas atividades no curso da história, e como se distanciaram do pecado original ingênuo.

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