o contágio em um processo criativo

O artista plástico Gustavo Prata foi convidado durante a ONDA#9 para construir um Altar de Superstições a partir de uma ilustração de Luciano Panachão, esta, feita inspirada pelo relato de Ju Borgez. Saiba como foi a trajetória de um processo criativo em três atos.

A nosso convite, o artista plástico Gustavo Prata esteve imerso no estúdio do ATRAVES\\ trabalhando naquele que seria o seu Altar de Superstições. A obra, executada ao longo de três madrugadas, abrange elementos da colagem, pintura, escultura e instalação site specific. Esta última “modalidade” remonta às experiências de intervenção em espaços naturais ou urbanos nos anos 60 e 70 – obras que pressupõem uma situação espacial específica, levando em conta as características do local, e que não podem ser apreendidas senão ali.

Exatamente o caso deste Altar, por nós encomendado. O convite feito a Prata abrangia a necessidade de partir da ilustração feita por Luciano Panachão ao longo dos dias em que estivemos entrevistando pessoas sobre quais eram suas superstições. Uma espécie de arte de contágio, na qual o processo ou obra de um artista influencia diretamente nos resultados do outro.

O ponto de partida estabelecido não intimidou o artista plástico. Prata conta que ao interpretar livremente a ilustração de Panachão, livrou-se do compromisso com a literalidade, o que o permitiu apropriar-se daquele elemento não como amarra, mas como um combustível criativo.

Por exemplo, a pedra de coração contida no desenho foi traduzida pelo artista plástico na geometria dos cacos de azulejo espalhadas pela caixa do altar; ao terceiro olho fez-se referência na escolha por um manequim sem pernas ou braços, aludindo ao âmago que nos traz proteção.

“O segredo [de trabalhar sob contágio] está em não se deixar prender no significado literal de um elemento pré-estabelecido” – Gustavo Prata

Os elementos prévios (coração, terceiro olho), por sua vez, foram representações e interpretações feitas pelo ilustrador Luciano Panachão ao escutar o depoimento ao lado, da diretora de cena Ju Borgez.

Em sua fala, ela percebe a diferença entre simpatia e superstição, além de compartilhar sua adesão seletiva aos rituais. Os ícones apreendidos por Panachão são a síntese de algumas de suas histórias, agora retrabalhados no Altar de Gustavo Prata.

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