o abstracionismo informal

O Abstracionismo, enquanto movimento artístico, surge no início do século XX como resultado de uma série de processos históricos. Seu surgimento marca o rompimento final entre ao obrigatoriedade da representação da realidade e a produção artística em diversos suportes, como pintura e escultura.

Quando um quadro deixa de remeter suas formas, linhas e cores à um referencial real, ela passa a ser abstrata. Essa possibilidade foi conquistada a partir de avanços nos campos da arte, como o empenho dos impressionistas em buscar muito mais a fugacidade e a vibração da luz do que a ilusão do real, dos expressionistas em sua tradução subjetiva do universo sentimental em cores e formas e não deixemos de citar a simplicidade dos fauvistas.

Os avanços na técnica fotográfica, que remontam ao final do século XIX, representam outra importante parcela para essa mudança de paradigma. O modelo da arte renascentista que, entre outras coisas, prezava pela concretização de um naturalismo ideal, uma mimese exemplar e poderosa da natureza humana, tornou-se obsoleta na visão desses artistas, uma vez que agora havia uma máquina capaz de representar essa natureza com total fidelidade.

Dentro deste contexto, o Abstracionismo Informal (ou Sensível) representa uma porção de artistas que trilharam o caminho da arte abstrata através com grande liberdade formal e interessados em exprimir sua emoção e sensibilidade em cores e formas livres, em oposição ao Abstracionismo Geométrico, que explorava formas mais rígidas em sua composição.

O principal expoente do Abstracionismo Informal e seu percussor foi Wassily Kandinsky (1866-1944). O pintor russo teorizou, em seus diversos livros, sobre a relação direta entre os impulsos interiores e a linguagem das formas e cores. “O Espiritual na Arte” se tornou uma obra referencial nesse mérito.

'Sem Titulo,' 1921

Deriva-se, desta condição fundamental do Abstracionismo Informal, uma outra forma de executar o processo criativo. A pintura torna-se cada vez mais performática em sua realização, fundamentando outras maneiras de realizar-lá: outros instrumentos, outras aspirações. O gesto criativo torna-se menos técnico e mais sensorial, imbuído de uma emoção e intenção próprias.

Um exemplo são os quadros e gestos do pintor americano Jackson Pollock (1912-1956), em sua execução veloz e brutal, cheia de gestos agudos e outras técnicas, como o gotejamento (dripping), borrifando a tinta e usando objetos para criar formas, como conchas e pregos.

"Convergence", 1952

No Brasil, os principais expoentes do Abstracionismo Informal poderão ser vistos a partir de 17 de Janeiro no MAM – São Paulo. Artistas como Maria Martins, Antonio Bandeira, Iberê Camargo, Manabu Mabe, Tomie Ohtake e Vieira da Silva estarão expostos na exposição “Oito décadas de abstração informal”, uma parceria entre o MAM – SP e a Casa Roberto Marinho. Visite! 🙂

"Sem Titulo", óleo sobre placa

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