noite sem fim

As noites sempre foram um momento de introspecção, de contato com o desconhecido e da ausência. Imagine, nos primórdios da humanidade, as diversas hipóteses surgidas para o desaparecimento do sol e da luz e o consequente surgimento da lua e das estrelas.

Com certeza absoluta, esse mistério foi combustível para as mais diversas teorias que a criatividade humana foi capaz de produzir. Mitos, lendas e leituras astrológicas decorrem dessa capacidade de abstração que o mistério da Noite possui.

Vampiros, fantasmas, lobisomens, deuses iracundos e toda sorte de entidades feéricas: foram os ruídos inexplicáveis e as visões enevoadas que inspiraram e fizera-nos surgir no imaginário popular.

Na mitologia grega, a noite foi personalizada na figura de Nix, considerada filha do Caos, sendo a segunda criatura, seguida de seu irmão gêmeo Érebo, a escuridão, a emergir do vazio, logo depois surgem Gaia, a mãe Terra, Tártaro, as trevas abismais, Eros, o amor da criação, que são considerados irmãos de Caos. Dessas forças primordiais sobreveio as outras das divindades gregas.

Nix é a patrona das feiticeiras e bruxas, é a Deusa dos segredos e mistérios noturnos, rainha dos astros noturnos.

Pulando para o contemporâneo, a vida moderna alterou nossa percepção do que a noite representa e do que ela pode ser. Afinal, as noites da cidade não são tão escuras e, portanto, um tanto menos misteriosas. A vida noturna em uma cidade grande como São Paulo é agitada, mas também cheia de surpresas.

As luzes da metropole iluminam as ruas enquanto os neons brilham nas vitrines. Os monstros são um terror distante nas telas de cinema, enquanto o perigo real passa a ser o outro, o desconhecido mergulhado nas sombras.

Para isso, usam-se as luzes artificiais.

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