Manifesto (s.m.): texto dissertativo e persuasivo, uma declaração pública de princípios e intenções; declara um ponto de vista, denuncia um problema ou convoca uma comunidade para uma determinada ação. 

Ao longo do século XX, diversos manifestos proliferaram em correntes artísticas pertencentes à cultura ocidental. E, se considerarmos este tipo de texto de uma forma um pouco mais abrangente, como uma ferramenta de comunicação entre o porta-voz daquela mensagem e o público, pode-se pensar em outros escritos históricos como manifestações imperativas do que fazer e como agir. Para além de qualquer objeção ao seu conteúdo, é interessante refletir sobre estes dispositivos culturais como reflexos da necessidade humana de ter diretrizes, limites e, principalmente, um horizonte à vista.

 Que faire? (1970)

Escrito em 1970 para a revista Afterimage. Originalmente intitulado de “Que faire?”, o documento explora a visão do realizador francês Jean-Luc Godard sobre o que seria o cinema verdadeiramente, segundo uma concepção marxista que perpassou toda a sua produção cinematográfica posterior aos anos da Nouvelle Vague.

Manifesto Futurista (1909)

De autoria do poeta italiano Filippo Tommaso Marinetti, foi publicado no jornal francês Le Figaro em 1909, marcando a fundação do Futurismo, um dos primeiros movimentos da Arte Moderna. Consiste em 11 itens que proclamam a ruptura com o passado e a identificação do homem com a máquina, a velocidade e o dinamismo do novo século.

Dogma 95 (1995)

Com a intenção de criar um cinema mais realista e menos comercial, em um ato de resgate ao que era feito antes da exploração industrial, os diretores dinamarqueses Lars von Trier e Thomas Vinterberg lançaram o movimento que ficou conhecido como Dogma 95 a partir de um manifesto publicado em 1995. Em 2005, von Trier acrescentou ainda mais 4 regras que passaram a valer a partir de então.

  1. As filmagens devem ser feitas no local. Não podem ser usados acessórios ou cenografia (se a trama requer um acessório particular, deve-se escolher um ambiente externo onde ele se encontre).
  2. O som não deve jamais ser produzido separadamente da imagem ou vice-versa. (A música não poderá ser utilizada a menos que ressoe no local onde se filma a cena).
  3. A câmera deve ser usada na mão. São consentidos todos os movimentos – ou a imobilidade – devidos aos movimentos do corpo. (O filme não deve ser feito onde a câmera está colocada; são as tomadas que devem desenvolver-se onde o filme tem lugar).
  4. O filme deve ser em cores. Não se aceita nenhuma iluminação especial. (Se há muito pouca luz, a cena deve ser cortada, ou então, pode-se colocar uma única lâmpada sobre a câmera).
  5. São proibidos os truques fotográficos e filtros.
  6. O filme não deve conter nenhuma ação “superficial”. (Homicídios, Armas, Sexo, etc. não podem ocorrer).
  7. São vetados os deslocamentos temporais ou geográficos. (O filme ocorre na época atual).
  8. São inaceitáveis os filmes de gênero.
  9. O filme final deve ser transferido para cópia em 35 mm, padrão, com formato de tela 4:3. Originalmente, o regulamento exigia que o filme deveria ser filmado em 35 mm, mas a regra foi abrandada para permitir a realização de produções de baixo orçamento.
  10. O nome do diretor não deve figurar nos créditos.
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