lugar de mulher

Arrisco dizer que nunca se discutiu tanto o papel da mulher e seus espaços de representatividade na sociedade. Mesmo o turbilhão que foi a segunda onda feminista, nos anos 60, ainda não encontrava a amplitude de alcance que a internet permite nos dias de hoje – e é por isso que é tão inspirador e bonito o trabalho que essas 3 publicações fazem na luta pela assimilação de que a mulher é, antes de qualquer signo feminino, um ser humano.

Para algumas pessoas – em boa parte, homens – é muito fácil ter a falsa impressão de que, hoje em dia, o feminismo contagia todos os espaços. De fato, discute-se muito assédios morais e sexuais, a dupla jornada, a representatividade feminina em espaços de trabalho, da mídia e da cultura.

Ainda assim, o tal empoderamento feminino ainda é uma utopia um tanto quanto distante. Não sei precisar o quanto, mas em tempos onde ainda se apregoa as virtudes de ser bela, recatada e do lar e ainda parece aceitável para alguns a criação de uma “escola de princesas”, todo espaço ainda é pouco. Porque precisamos de muitos deles, tanto quantos existam e possam ecoar a noção de que, como diz a famosa citação de Simone de Beauvoir, “ninguém nasce mulher: torna-se mulher”.

Mesmo seguindo a cartilha, nossos corpos ainda são vistos como espaços a serem acessados; nossa psique, a ser colonizada.

E por anos demais já tivemos instituições, sociedades, famílias e revistas femininas nos dizendo como nos tornar essa mulher. Todo um inventário do que seria a tal “mulher de verdade”. Mas as feministas é que são chatas…

Chegou a vez de falarmos de nós para nós. Conheça quem está contribuindo para isso:

REVISTA CAPITOLINA

Publicação independente voltada para adolescentes. A revista estabelece um diálogo honesto com as leitoras, sendo acessível e interessante de forma inclusiva, sem restrições de classe social, raça, orientação sexual, aparência física, ou qualquer outra forma de interesse.

Mistura todas as formas de artes e discussões sobre escola, relacionamentos, games, gadgets, moda, e culinária, além de abarcar os mais variados assuntos para que as mais variadas garotas consigam se encontrar na revista, com linguagem descontraída e leve.

OVELHAMAG

Ovelha é uma revista digital para mulheres que não se sentem representadas pelas revistas nas bancas de jornais e buscam por um conteúdo divertido e irreverente, alternativo ao que a mídia tradicional aborda para o público feminino.

O nome é uma maneira irônica de apontar como as mulheres são comumente vistas pela sociedade. A leitora seria o ponto fora da curva que, como Rita Lee canta, é uma ovelha negra. Ela não é como a dizem para ser. Ela é única.

THINK OLGA

A OLGA é um projeto feminista criado em abril de 2013 pela jornalista Juliana de Faria, com o objetivo de criar conteúdo que reflita a complexidade das mulheres e as trate com a seriedade que pessoas capazes de definir os rumos do mundo merecem.

É da ONG duas iniciativas importantíssimas e recentes: a campanha Chega de Fiu-Fiu – que denuncia e mapeia casos de assédio sexual contra mulheres (tipo 1 a cada 10 minutos, dos que são reportados…) – e o Minimanual do Jornalismo Humanizado, que reúne dicas para jornalistas e veículos que desejam limpar sua comunicação de preconceitos e pressupostos problemáticos.

Boa leitura!
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