incerteza da água

A maior parte da Terra é composta por água.

Essa afirmação, embora óbvia e simplória, torna a questão do esgotamento dos recursos hídricos contraditória e, até mesmo, escorregadia: como pode um elemento tão fundamental e abundante correr o risco de extinção? Risco que, se tornado real, colocaria a própria existência humana em risco.

Entre a abundância e a falta, a realidade é que quando se fala no fim da água, falamos da água potável: aquela que é apropriada para o consumo. Para efeito de medidas, a cada mil litros do líquido, apenas dois são apropriados para o consumo e, calcula-se que somente 2,7% de toda a água do planeta seja doce, sendo que a maior parte dela está congelada nas geleiras.

Apenas 0,4% encontra-se em estado líquido e disponível para o uso, logo, se não ocorrer algumas mudanças em nosso consumo, ela poderá esgotar em algumas décadas.

Esse risco é constante graças ao evidente desperdício presenciado tanto em casas, como também no setor industrial. Perde-se muita água com vazamentos, torneiras ligadas e descargas sem necessidade e até mesmo nos banhos demorados. Além disso, a poluição em larga escala representa um risco para mananciais, rios, lagos e lençóis freáticos, águas que ficam embaixo da terra.

Outra questão importante é a distribuição irregular: moradores de uma região podem ter acesso a muita água, enquanto existem locais da mesma região em que ela sempre está em falta. É isso que acontece em cidades do Nordeste, na África Subsaariana (região ao Sul do Deserto do Saara) e na Índia.

Dependendo do clima e da quantidade de vegetação, a pouca chuva não é suficiente para abastecer rios, lagos e poços. Países ricos que vivem nessas condições, em geral, importam água de outras nações. A consequência é que a população pobre é obrigada a tomar a que está suja ou contaminada, causando danos à saúde dessa população.

Cerca de 800 milhões de pessoas não têm acesso à água potável, segundo a ONU.

Outro fator que impacta a utilização desse recurso é o aumento da população mundial com o passar dos anos. Hoje, com cerca de 7 bilhões de pessoas no planeta, o consumo é maior do que a produção natural.

Mas como podemos evitar a incerteza do fim da água potável?

Uma solução é transformar o esgoto, seu maior poluidor, em energia. Toda matéria orgânica pode virar biogás (mistura de gases) e, em seguida, energia elétrica. No Brasil, isso ocorre na Estação de Tratamento de Esgoto de Barueri e em uma estação montada em São Paulo por alunos da Escola Politécnica da USP.

Outra solução é reutilizar a água da chuva para usos cotidianos, como lavar a calçada e o carro. Alguns edifícios e casas novas já possuem sistemas que executam essa tarefa. Algumas companhias de saneamento básico que tratam o esgoto aproveitam água obtida para irrigar jardins e praças.

 

 

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