iemanjá, mãe das águas

Dia dois de Fevereiro / Dia de festa no mar / Eu quero ser o primeiro / A saudar Iemanjá

Cultuada e incompreendida por muitos, o culto à Iemanjá se faz presente nos mares do extremo norte ao sul da costa brasileira. Seja no dia dois de Fevereiro, como na canção cantada por Dorival Caymmi, ou na passagem do trinta e um de Dezembro para o dia primeiro, uma coisa é certa: em qualquer praia do nosso litoral haverão as tradicionais oferendas com flores, frutas e outros regalos nos costumeiros barquinhos.

Trazida para as Américas nos navios de escravos africanos, sobreviveu à perseguição religiosa graças ao fenômeno do sincretismo: o culto à Iemanjá e aos outros orixás africanos se dava às escondidas, usando imagens de santos católicos para disfarçar os assentamentos, que continham as imagens enterradas. Por conta disso, criou-se uma relação de identificação entre alguns santos católicos e Orixás, como Xangô e São Jerônimo, Ogum e São Jorge e, no caso de Iemanjá, Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora da Glória e Nossa Senhora dos Navegantes.

A orixá feminino tem a origem de seu nome nos termos do idioma Yorubá “Yèyé omo ejá”, que significam “Mãe cujos filhos são como peixes”.

Cultuada até os dias de hoje pelas religiões afro-brasileiras, como a Umbanda e o Candomblé, a Orixá das águas doces e salgadas é tida como a mãe de quase todos os Orixás. Sua representatividade está muito ligada à fecundidade e à uma relação intrínseca com a geração de vida no planeta. É protetora dos pescadores e jangadeiros e era vista como definidora dos destinos daqueles que entravam em seu reino, podendo trazer a fartura do alimento ou a tragédia do afogamento.

Para além do âmbito religioso, Iemanjá também se tornou uma ponto de referência na música popular brasileira. Além das canções de Dorival Caymmi, Vinicius de Morais e Baden Powell incluiram o Canto de Iemanjá no antológico Afrosambas, inovador álbum que marca um encontro entre os sons brasileiros e a influência africana. Esse é um dos mais belas homenagem à mãe das águas, mas os exemplos são diversos e inúmeros.

A herança ancestral africana continua viva e presente no cotidiano do povo brasileiro, demonstrando a sua força e resistência à sua marginalização e constantes perseguições.

 

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