guia do mochileiro da ONDA#6

A ONDA#6 PESSOAS: Papéis trouxe consigo uma das figuras mais emblemáticas da nossa identidade: o papel.

Seja ele físico – como um documento, carta, registro; enfim, a materialidade que suporta as palavras – ou de natureza social, aqueles que desempenhamos ao longo do dia, alternando-nos entre funções nas vidas alheias e em nossa própria – os papéis são onipresentes e se acumulam em nossas vidas.

Partindo dessa premissa, o conteúdo re-inspirado pretende jogar luz sobre a relação que estabelecemos com estes papéis e que reflexões podemos obter a partir dessa observação.

Confira abaixo as principais re-inspirações da ONDA#6 e porquê foram escolhidas.

A LINHA TÊNUE

Todos nós parecemos muito conscientes dos papéis que desempenhamos na sociedade, mas nem sempre temos a real extensão de como nossos atos e gestos são codificados pelas pessoas ao nosso redor.

O ímpeto para o projeto ilustrado no post partiu de uma questão que perdurou na cabeça do autor das fotos, Dylan Hamm, por muito tempo: qual o nível de expressões faciais não-verbais que demonstramos sem ter consciência delas?

A MÁSCARA EM QUE VOCÊ VIVE

Gênero também é um papel que a sociedade nos entrega sem perguntar se queremos performá-lo, com suas idiossincrasias e contradições.

A masculinidade é a pauta do novo documentário de Jennifer Siebel Newsom. Partindo da ideia de que há alguma coisa errada na educação dos meninos – que acaba por moldar seus papeis sociais, a diretora usa dados e entrevista especialistas para justificar seu ponto de vista.

4 MÉTODOS DE ATUAÇÃO

Nem na dramaturgia existe um consenso sobre a melhor forma de representar papéis.

Conheça 4 perspectivas muito diferentes sobre como criar a base para um personagem e interpretar um papel. Uma abordagem para cada gosto: alguns valorizam a memória, outros a imaginação ou até mesmo a experiência vivida.

UM, NENHUM E CEM MIL

Vitangelo Moscarda ficou “louco” ao perceber que por mais que tentasse, jamais teria a real dimensão de quantas versões de si habitam o mundo. Assim como todos nós.

Conheça a última obra publicada pelo notável dramaturgo, romancista e contista Luigi Pirandello – romance considerado o mais complexo do autor: uma especulação metafísica que une prosa, poesia e humor.

HUMANO ABORTADO

Acreditamos ser muito únicos, com noções arraigadas do que é identidade e nossas personalidades super complexas – mas até que ponto a diferença não é prevista e estimulada?!

Poema de Eduardo Gasparian Tkacz, inspirado pela leitura de Minima Moralia, de Theodor W. Adorno.

UM ANÚNCIO LITERÁRIO

Subverter a função dos papéis é, no mínimo, instigante. Veja como um curioso anúncio classificado chamou a atenção dos leitores do jornal gaúcho Zero Hora.

Com um “textão”, o anunciante de Porto Alegre colocava à venda um anel de ouro 18K – contando, para isso, sua triste história.

CODEX SILENDA, O LIVRO ENIGMA

Outro exemplo super interessante de como repensar a função de certos papéis. Neste caso, o de um livro.

Mistura de romance de ficção e quebra-cabeça, Codex Silenda é um enigma em formato de caixa de madeira que precisa ser desvendado para que o leitor avance para as próximas páginas.

CINTURA E PAPEL

Conformar-se não apenas a um papel metafísico (o corpo “ideal”) como aos limites de um papel físico só poderia resultar em vergonha alheia.

O novo desafio na internet com a hashtag #A4WaistChallenge propõe encaixar a cintura em uma folha de papel A4: apenas um reflexo de um pensamento calcado em padronizações e julgamentos.

QUANDO O PAPEL NÃO BASTA

Historicamente o lugar do registro, o papel tem dado vez à pele.

Tecemos nossa cultura. Criamos laços, que crescendo, formam figuras e relações que se bastam. A necessidade do registro torna-se, então, natural.

AS LETRAS MIÚDAS DE MEG HITCHCOCK

Uma nova função para alguns dos papéis mais tradicionais da História: livros sagrados.

A artista norte-americana Meg Hitchcock disseca textos religiosos para compor complexas colagens. Entrelaçando as letras que recorta em exaustivas e devotas horas de trabalho, ela cria figuras ora reais, ora ornamentais.

A VERDADEIRA HISTÓRIA DE HERMES E RENATO

A verdadeira história da trupe de comédia responsável por alguns dos personagens mais cativantes da TV nacional.

Quem era jovem nos anos 90 e 2000 e não conhece Hermes e Renato muito provavelmente não teve uma adolescência plena. Conheça como uma câmera VHS e um grupo de moleques se divertindo deu origem a um dos grupos de humor mais nonsense dos últimos anos.

O PAPEL MAIS ANTIGO DO MUNDO

O Papel de Fangmatan, considerado o papel de fibra vegetal mais antigo do mundo, foi descoberto em março de 1986, na zona florestal de Fangmatan, no noroeste da China, após um deslizamento de terra revelar túmulos que remontavam à época das dinastias de Qin (221 a.C.-206 a.C.) e Han (202 a.C.-220 d.C.).

I WALK THE LINE

O ilustrador belga Brecht Vandenbroucke e seu olhar apurado para detectar os pontos de confluência entre as máscaras sociais que utilizamos.

O RISO DOS OUTROS

Além do papel do humor, quais os seus limites?

Documentário brasileiro de Pedro Arantes discute até onde vai a liberdade – ou o direito – de expressão através do humor.

UM RETRATO DO ARTISTA COM O VAZIO

O artista russo Fyodor Pavlov-Andreevich apresentou em maio de 2016, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, a performance inédita Um retrato com o artista e o vazio.

Posando nu para desenhistas e para o público, Fyodor buscou repensar o papel de modelos vivos nas escolas de arte.

Até a próxima ONDA!

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