o renascimento da fotografia analógica

A criação e a popularização da fotografia digital, nos meados dos anos 2000, revolucionou a maneira como lidamos com a fotografia: criar imagens nunca foi tão fácil e acessível na história da humanidade. Em consequência direta, a fotografia analógica, caiu em desprestígio – seus processos altamente técnicos e custosos pareciam um empecilho irremediável para fotografar em filme.

Os reflexos dessa pequena revolução foram sensíveis: Antes comuns por toda a cidade, as casas de revelação simplesmente desapareceram, a produção de filmes fotográficos (e cinematográficos) caiu vertiginosamente e seus processos de revelação encareceram-se. A fotografia amadora aderiu a fotografia digital diante das facilidades apresentadas e os tradicionais álbuns de família tornaram-se raros.

Em seguida, a evolução de câmeras cada vez mais potentes nos smartphones acabou por concretizar a possibilidade da produção de imagens de maneira exponencial.

No entanto, pouco mais de uma década depois, a fotografia analógica ressurge através do empenho de uma nova geração de entusiastas.

Retirando câmeras que, por algum tempo, ficaram esquecidas no armário ou caçando por alguma usada pela internet, essa produção visual se caracteriza pelo empenho e pelo amor pela fotografia. São imagens de caráter  experimental criadas com um cuidado quase artesanal, em que se preza pela qualidade artística da imagem. As dificuldades que envolvem a produção analógica parecem inspirar um cuidado maior a cada clique realizado.

A própria materialidade das imagens produzidas é um dos principais atrativos para quem fotografa no analógico. A sensação de ver suas imagens ampliadas é muito diferente a manter um arquivo digital. A textura que essas imagens possuem é única e, para ser recriada no digital, necessita de uma série de processos na pós-produção.

Thais Orchi Abdala http://thaisorchi.tumblr.com

Uma das maneiras desse movimento se organizar é a internet. O site Queimando Filme possui um grupo com 14 mil apaixonados por fotografia que trocam dicas, vendem câmeras e filmes e expõe seus trabalhos. (Veja os links ao final)

Sua força também já conseguiu reverter alguns fatos dados: Em 2017, a Kodak voltou a produzir o filme Ektachrome, um filme histórico, e a Fuji voltou a produzir o filme da câmera Instax, a Polaroid da companhia. Ambos haviam sido descontinuados.

A paixão pela fotografia parece estar reaquecendo antigas maneiras de criação artística e, aparentemente, está apenas recomeçando.

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