exposições de arte urgente

Uma exposição de arte pode assumir diversas formas: Ela pode ser uma antologia de grandes obras de um grande artista, ela pode ser um recorte histórico ou temático. De todas essas formas, o museu assume sua tarefa de preservação da memória, mantendo-a viva e acessível para novos públicos.

Mas como manter o museu como um espaço que mapeia as manifestações artísticas atuais e contemporâneas, apontando não mais para o passado, mas para o futuro?

Afim de responder essa pergunta, há mais de 100 anos foi criada a Bienal de Veneza (1895), inspirando-se nas exposições internacionais do século XIX. O modelo da Bienal, nome que reflete sua periodicidade, tornou-se um padrão bem sucedido nas exposições de artes. No caso da de Veneza, pavilhões divididos por nacionalidades são selecionados pela curadoria.

Venezzia biennial
57a Bienal de Veneza, curadora de Christine Macel: "Viva Arte Viva"

O modelo da Bienal encontrou território fértil na América Latina, onde surge a segunda mais antiga: A Bienal de São Paulo (1951) e, entre várias outras, o Panorama da Arte Brasileira (1969), que comemora sua 35a edição em 2017, com abertura dia 26 de novembro e encerramento em 17 de dezembro.

Com curadoria de Luiz Camillo Osório, a exposição busca na arte contemporânea respostas para questões fundamentais da identidade da arte brasileira, como postas no texto curatorial “Brasil por Multiplicação”, citando os textos “Esquema Geral da Nova Objetividade” (1967) de Hélio Oiticica e “Nacional por Subtração” de Roberto Schwarz.

A lista de artistas do #35Panorama da Arte Brasileira - Brasil por multiplicação extrapola as artes visuais.
Exposição grega -Documenta

Por outro lado, outros modelos de frequência também existem, como a exposição grega Documenta (1955), que acontece a cada cinco anos e, além disso, provoca espacialmente, ao acontecer simultaneamente em Kassel (Alemanha) e Atenas (Grécia). A proposta da exposição é oferecer um olhar cuidadoso à arte de continentes periféricos como o Oriente Médio, Africa e Ásia. Em 2017, teve sua 14a edição.

A emergência do discurso artístico encontra reflexão também na instalação Emergency Room, de Thierry Geoffrey. Nela, propõe-se à um grupo de artistas se reunam em um espaço e produzam obras de arte que reflitam suas aflições no tempo presente, criando um reflexo quase instantâneo com as questões atuais e mantendo-se constantemente renovada A obra já passou por Copenhagen, Berlin, New York, Athens, Hanoi, Johannesburg, Napoli e Paris; teve mais de 150 artistas participantes.

Emergency Room, de Thierry Geoffrey.

Independente da regularidade, a arte cada vez mais é um campo de poderoso discurso contra as barbáries que ocorrem no mundo e os sofrimentos que infligimos uns para os outros.

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