entre a sorte e o azar

O espelho escorrega da sua mão e quebra. Você pensa nos 7 anos de azar e bate na madeira 3 vezes para afastar todo o mal, mas ei! Hoje é sexta-feira 13… ixi, melhor se agarrar naquele pé de coelho. Afinal, como surgiram as crenças de que certas ações e ícones podem nos trazer sorte ou azar?

Conta-se que desde sempre houve superstições e que elas, inclusive, foram responsáveis pela sobrevivência da espécie humana. Parece exagero? Bem, talvez… mas isso porque, como você irá descobrir lendo as histórias abaixo, boa parte delas surgiu através de associações entre causa e efeito – ou o que se julgava como tal. Esse processo mental foi fundamental para o amadurecimento do pensamento humano, que muitas vezes recorreu a estas associações para evitar grandes perigos.

Outras superstições se consolidaram através dos anos por costumes muito arraigados, crenças que fundaram civilizações inteiras. É verdade que elas podem mudar ao longo da História, mas boa parte já existe no imaginário popular há muitas centenas de anos.

Conheça a origem de algumas das superstições mais populares.

Superstições de azar

Gato preto

Algumas lendas dão conta de explicar porquê os gatos pretos são vistos como sinal de má sorte.

  • Reverenciados no Egito Antigo, onde eram vistos como divindades, os bichanos entraram na lista da Inquisição da igreja Católica durante a Idade Média – por seus hábitos noturnos, associados a bruxaria e feitiçaria. Diz-se também que foi uma tentativa dos católicos de combater o paganismo na Europa, invertendo a tradição milenar dos egípcios.
  • Ainda durante a Idade Média e na cidade de Lincolnshire, na Inglaterra, pai e filho teriam cruzado com um gato preto na rua e atirado pedras no pobre animal por diversão… ao que o gatinho fugiu para a casa de uma mulher que era considerada uma bruxa. No dia seguinte, a mulher apareceu mancando. Estava feita a tal associação entre causa e efeito e propagou-se a ideia de que eles trariam azar a quem cruzasse seu caminho.

Passar embaixo da escada

Uma escada, quando encostada na parede, forma uma sombra que sugere a imagem de um triângulo. Para muitos povos, como os antigos egípcios e os católicos, esta é uma forma sagrada – e cruzá-la por debaixo equivale a profaná-la.

Pode parecer besteira, mas esta é uma superstição tão forte que durante o século XVII, alguns criminosos da Europa eram obrigados a caminhar embaixo de uma escada antes de serem condenados a morte.

Número 13

Novamente, muitas explicações e poucas certezas. Por suceder o número 12, visto como o “número perfeito” – o ano tem doze meses, o dia tem 2 períodos de 12 horas, existem 12 signos no zodíaco, a Bíblia dá conta de 12 apóstolos, entre outros… – o 13 é visto como um número renegado, sem utilidade.

Ainda remontando a Bíblia, Judas foi o 13o. convidado da Santa Ceia e, bem… todo mundo sabe o que ele fez. Conta-se, inclusive, que durante as sextas-feiras 13 o número de acidentes automobilísticos na Inglaterra é 13% maior que durante os outros períodos. Eita.

Superstições de sorte

Pé de coelho

A crença de que a pata do coelho é um amuleto vem da cultura hoodoo, uma forma tradicional de espiritualidade afro-americana.

Segundo a tradição, o amuleto precisa ser feito do pé esquerdo de um coelho morto por um tiro ou capturado em cemitério serviria. Algumas fontes atestam que o coelho precisa ser capturado durante a Lua Cheia ou Nova, enquanto outras falam sobre ser capturado em uma sexta-feira, ou sexta-feira 13 (!).

Trevo de 4 folhas

Para os druidas, antigos sacerdotes celtas, quem tivesse uma dessas raras plantinhas poderia enxergar os demônios da floresta e, assim, escapar deles. O número quatro era tido como um número cabalístico, por termos quatro estações no ano, pelos pontos cardeais e também pelos elementos água, ar, fogo e terra, além das fases da Lua.

Bater 3x na madeira

O hábito de bater na madeira para espantar o azar já existia entre diversos povos antigos, como os índios do continente americano. Acreditava-se que as árvores eram a morada dos deuses, então sempre que aparecia alguma culpa, batia-se no tronco para pedir perdão.

Outra possível origem para a superstição liga-se aos druidas (de novo!) que davam pancadinhas nos troncos para afugentar os maus espíritos por crer que as árvores mandavam os demônios de volta às profundezas.

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