distopia da água

A extinção dos recursos hídricos é uma possibilidade explorada em diversas obras, sejam filmes ou séries.

A criação desses futuros hipotéticos em que tal possibilidade se prova real, são chamados de distopias, palavra que, por definição, exprime o pensamento, a filosofia ou o processo discursivo baseado numa ficção cujo valor representa a antítese da utopia ou promove a vivência em uma “utopia negativa”.

Listamos algumas dessas obras:

Mad Max: Estrada da Fúria (2015)

Mad Max não se destaca apenas pelas impressionantes cenas de ação. A narrativa, que se passa num cenário apocalíptico em que a raça humana quase foi extinta por causa de guerras nucleares, explora a água como um recurso tão raro que somente os mais fortes e poderosos têm acesso, como é o caso do vilão do filme, Immortan Joe.

O Livro de Eli (2010)

Em um mundo devastado por conflitos, os seres humanos lutam por sobrevivência, dentro de suas mínimas possibilidades. Quem tem mais poder, é claro, controla tudo – até mesmo a água. Eli, personagem de Denzel Washington, possui um dos últimos exemplares restantes da Bíblia, um objeto que se tornou importante para manter os poderosos dentro do controle.

Rango (2011)

Indicado ao Oscar de Melhor Animação, Rango conta a história de um camaleão que vira xerife por acaso numa cidade à la Velho Oeste. Ainda que não mergulhe tanto na questão da água, deixa bem claro que os personagens precisam muito dela – tanto que é o bem mais precioso da vila. Quando o galão com toda a água é roubado, cabe a Rango (Johnny Deep) salvar a população da falta de água.

007: Quantum of Solace (2008)

Nesse episódio da saga de “Bond, James Bond”, o agente secreto fica na cola de um vilão que, “segundo fontes confiáveis”, estaria atrás de petróleo. Não demora para que James Bond (Daniel Craig, dessa vez) descubra que as intenções do antagonista era dar um golpe na Bolívia para assumir o controle das reservas de água do país. Conflitos políticos por água já acontecem nos dias de hoje, como é o caso de alguns países na Ásia Central.

A Estrada (2009)

Num dos relatos mais contundentes sobre um eventual futuro pós-apocalíptico, A Estrada é exemplar ao construir uma realidade marcada pela completa escassez de recursos naturais. O longa estrelado por Viggo Mortensen acompanha a jornada de um pai dez anos após a destruição do mundo, tentando sobreviver ao lado de sua esposa e do seu jovem filho. Em meio ao canibalismo, a violência e a falta de recursos básicos como a água, o homem tenta ensinar ao seu filho as noções básicas para que ele possa sobreviver neste mundo caótico.

Interestellar (2014)

O filme mostra a luta pela sobrevivência da humanidade após o esgotamento de boa parte dos recursos naturais do planeta terra. Cooper (Matthew McConaughey) recebe a missão de explorar o universo em busca de novos planetas para chamar de lar. Ainda que boa parte da trama tenha outro foco, traz a reflexão sobre as graves consequências do consumo desenfreado e como as mudanças climáticas podem afetar a vida.

Oryx e Crake (2003)

Na marcha desenfreada do progresso – o planeta está superaquecido, as multinacionais prosperam, a sociedade está dividida e a ciência se encontra sempre um passo à frente da moral – qual o espaço do ser humano? Ninguém tem dúvidas quanto às questões mais relevantes. Mas as respostas podem não ser tão simples assim. Em ‘Oryx e Crake’, Atwood nos apresenta um cenário familiar. Para olhá-lo face a face, tudo que temos a fazer é imaginar nosso próprio futuro.

 

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