de onde nascem os rituais

Os rituais e a arte têm mais em comum do que imaginamos: são formas diferentes de encarar a falta de sentido da vida ou, ao menos, esta sensação de incompletude que permeia a existência.

Antes da ciência, era através do “pensamento mágico” que os seres humanos buscavam explicar os fenômenos da natureza. Frequentemente através de respostas simples, mas que bastavam:

Por que está tão escuro? A noite quis chegar. O sol quis embora.

Ora, se a noite, o sol ou a chuva quiseram é porque eles têm vontade e poder. São iguais a nós, e por isso talvez não seja preciso ter (tanto) medo desta natureza: iremos agir com ela da mesma forma que agiríamos com um semelhante. 

Se não queremos mais que chova, vamos pedir para a chuva parar; vamos cantar e dançar para ela, vamos lhe fazer oferendas. Estava inventado o ritual.

Ritual da Chuva em Bali

Todas as manifestações exageradas desta desconhecida e misteriosa natureza sempre nos fascinaram e, diante do medo, nossa própria natureza nos levava a buscar explicações. Precisamos entender (ou achar que entendemos) para sobreviver, para encarar o indizível e o inominável de frente.

Os rituais surgiram como manifestações de grupo, onde cada membro repetia ações específicas com um fim determinado… assim como a arte. Os estudos etnográficos que dão conta de explicar o surgimento dela apontam para uma atividade grupal, um tanto quanto diferente de imagem de “fazer artístico” que temos hoje.

O que hoje vemos enquanto algo independente como a pintura, a moda, a dança, a música e as religiões não eram práticas tão claramente distintas em nosso ambiente ancestral. Dentro de uma tradição local, um grupo de habitantes se unia através do uso de vestimentas específicas, ornamentação corporal, da dança, do canto e da linguagem poética para expressar uma visão de mundo particular e comunicar valores.

É fato que tudo se transforma ao longo do tempo, e não foi diferente com a arte. A clássica pergunta “para que serve a arte?” pode parecer um tanto quanto abstrata ou subjetiva nos dias atuais, mas ela surgiu como forma de liturgia e cerimônia de um grupo – que expressava seus valores e cosmologias através de ações repetidas com um fim determinado.

O ritual e a arte são, em sua essência, faces da mesma moeda.

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