da vida para as paredes de uma galeria

Henri Cartier-Bresson e Robert Doisneau foram dois dos maiores fotógrafos de rua de toda a história da fotografia, além de pioneiros do que hoje conhecemos como “fotojornalismo”. Suas trajetórias são peças-chave para compreender como a dita realidade é capturada através das lentes e chega até as paredes de galerias, museus e instituições culturais.

Henri Cartier-Bresson nasceu em 1908, dotado de uma incomum capacidade de observação que ele soube aplicar na fotografia, retratando em sua obra uma parte da história do século 20.
Suas fotografias, mais do que nos ensinar sobre a evolução gráfica ao longo daquele que ficou conhecido como “o século da imagem”, educam o nosso olhar sobre a história de uma sociedade que se globalizou rapidamente, em grande medida, devido ao protagonismo atual da imagem na era digital e de massas.

Foi durante o ano que passou na Costa do Marfim que o francês encontrou aquela que se tornaria a sua companheira inseparável de uma vida inteira: uma câmera Leica. Ela se transformou na extensão de seu próprio olhar de tal forma que Cartier-Bresson se referia ao modelo como uma “prótese” de si.

Ele ficou conhecido por cunhar o termo “momento decisivo” – isto é, o instante que seria o momento crucial onde todos os elementos interligados no mesmo ambiente interagem de tal forma que dão à fotografia um significado e harmonia únicos. Cartier-Bresson acreditava que este “dom” de antecipação nada mais era do que a habilidade de reconhecer a cena e ter uma rigorosa organização visual das formas, situações ou elementos que conferem sentido a fotografia.

Co-fundador da Agência Magnum de Fotografia, até hoje considerada uma das maiores agencias de fotografia, ele documentou incansavelmente o mundo e seus eventos.

Um jovem Cartier-Bresson.
Robert Doisneau acreditava que para ser um bom observador, deve-se tirar a câmera da frente do rosto, para poder realmente ver ao redor, e observar as histórias na medida que elas acontecem à nossa frente.

Outro fotógrafo hoje considerado mestre e pioneiro na arte da fotografia de rua, que ganharia o nome “fotojornalismo”, é o também francês Robert Doisneau. Contemporâneos, ele e Cartier-Bresson eram grandes amigos e tinham um “timing” perfeito para prever o momento exato para um clique. Documentaram e retrataram a realidade de uma mesma cidade, Paris, e souberam se colocar para captar imagens inesquecíveis; arte em sua definição mais plena.

Apesar de terem um estilo parecido, uma das diferenças fundamentais entre os amigos fotógrafos está no olhar quase humorístico das fotos de Doisneau. Apesar da maestria impecável de seu trabalho, seus retratos carregam algo de leve e despretensioso, enquanto Cartier-Bresson tinha um rigor pictórico para retratar o mais cotidiano dos eventos – muito em parte devido ao seu interesse enorme em pintura, o que o levava a utilizar vários elementos de composição e equilíbrio desta arte em seu trabalho como fotógrafo.

No Brasil, a pioneira na implantação do fotojornalismo foi a publicação semanal O Cruzeiro, lançada em 1928. Por volta de 1940, a revista incorporou o modelo da fotorreportagem, tornando-se um dos mais influentes veículos de comunicação de massa que o país já conheceu.

Suas páginas traziam imagens produzidas pelos fotógrafos Jean Manzon, José Medeiros, Peter Scheier, Henri Ballot, Pierre Verger, Marcel Gautherot, Luciano Carneiro, Salomão Scliar, Indalécio Wanderley, Ed Keffel, Roberto Maia, Mário de Moraes, Eugênio Silva, Carlos Moskovics, Flávio Damm e Luiz Carlos Barreto.

ONDA

Generic selectors
Exatamente
Procurar Titulos
Procurar no Conteúdo
Procurar nos posts
Procurar nas Páginas

OUTRAS DO BLOG

Download WordPress Themes Free
Download WordPress Themes
Free Download WordPress Themes
Download WordPress Themes Free
download udemy paid course for free
download coolpad firmware
Download Premium WordPress Themes Free
free online course