custe o que corroer

“O mundo está ficando muito chato!”
“Não posso falar nada, e já me chamam de racista e homofóbico.”
“Eu posso falar o que eu quiser! Existe uma coisa chamada liberdade de expressão…”
“Je suis Charlie”
“Cara, eles são de outra geração. Na época era comum falar isso.”

Laerte disse uma vez que não se preocupa com os limites do humor, mas com os seus horizontes. O humor, cada vez mais, se torna uma violência velada. A risada, dói. É a agressão com roupa de domingo.

Alexandre Frota, um ator, comediante (?) e ex-modelo descreveu, em rede nacional, um estupro que cometeu. A audiência se contorcia com risadas. O apresentador se despediu. A câmera desligou. E sabe, ficou por isso mesmo.*

“Charlie Hebdo”, revista satírica parisiense, achou que arrancaria gargalhadas ao ironizar o afogamento de um menino refugiado na costa da Itália.

Rafinha Bastos, humorista no canal CQC (Custe o Que Corroer) falou que transaria com uma atriz grávida. A plateia riu. Palhaço só existe quando tem plateia. Estupro? Que nada! Ibope.

Os horizontes do humor, cara Laerte? Temos que estar preocupados com as origens da risada, e não com a piada.

*Alexandre Frota depois é recebido pelo Ministro da Educação com uma proposta para reformular a educação no país.

Um texto de Eduardo Gasparian Tkacz.

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