béla tarr

Após mais de 30 anos de carreira, um cineasta alcança seu auge.

Combinando o sucesso de crítica com o reconhecimento da cinefilia internacional, o cineasta hungaro Béla Tarr chegou ao ponto alto de sua carreira com o filme O Cavalo de Turim (2011), um filme de ritmo lento através do uso de planos longos que remontam o cotidiano de um pai e uma filha que vivem em uma isolada casa em um ambiente rural, onde o fim da humanidade parece ser muito mais do que mera possibilidade distante, mas um dado concreto.

O pano de fundo narrativo remonta uma famosa história do universo da filosofia: conta-se que o filósofo alemão Friedrich Nietzsche avistou em Turim, na Itália, um cavalo sendo violentamente agredido por seu dono. O fato desencadeou um ataque nervoso que perdurou até a sua morte, 10 anos mais tarde. É sobre o fiel cavalo e seu idoso dono que O Cavalo de Turim nos conta.

Como já dito, os planos sequências de longa duração criam um jogo de repetição que, dia após dia, parece mergulhar a família em um ambiente cada vezm mais obscuro e desesperador, imprimindo, tanto ao filme quanto ao espectador, um sentimento de exaustão e desesperança, culminando em um inevitável final: O fim do filme, o fim da vida.

É dessa forma que Béla Tarr abandona o brilha das telas. Pleno pela convicção de que havia alcançado a excelência de seu projeto e explorado todas as potências de sua linguagem. Essa lição de maturidade fica, assim como seus filmes.

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