arte no país das maravilhas

É possível transformar o virtual em realidade? Eis o tema de uma exposição lançada pela Royal Academy of Arts em janeiro deste ano (2017). Chegou a vez d’arte tentar achar (ou criar) espaço para abrigar tecnologias VR – acrônimo para virtual reality, ou “realidade virtual”.

O rápido desenvolvimento da tecnologia de realidade virtual – que nos permite escapar para outro mundo através de um headseat que literalmente bloqueia nossa visão, ao menos do mundo externo – está finalmente adentrando o mundo da arte, sempre mais cético do que o cinema e a televisão a respeito de novas tecnologias. Uma nova geração de artistas está começando a produzir obras de arte de realidade virtual – algumas para exibição em galerias, outras inteiramente acessíveis on-line – que mergulham os espectadores em espaços totalmente integrados.

Esqueça a distância contemplativa, diga adeus à alienação brechtiana. Nessas obras, a imersão é tudo.

Em 2016, o interesse pela realidade virtual parece ter crescido graças, em parte, a duas inovações de hardware, uma mais próxima da “Total Recall” e outra mais “MacGyver”. A primeira é a Oculus Rift, uma espécie de fone de ouvido imersivo, cujo campo de visão de 110 graus e alto-falantes embutidos imergem usuários em ambientes artificiais. O outro é o Google Cardboard: um kit vendido por US$ 15 e que segura um smartphone na frente de lentes biconvexas. Ambos usam giroscópios e sensores para sincronizar o movimento da cabeça com as vistas na tela. O óculus Rift é recém-criado, ao passo que o Google Cardboard opera no mesmo princípio que o estereoscópio do século XIX: suas lentes entrelaçam duas imagens em ângulos de inclinação para criar uma ilusão de profundidade.

Esses desenvolvimentos têm inspirado alguns museus a imaginar novas apresentações para além dos limites de suas paredes. O Google criou parcerias com várias instituições para produzir exposições caminháveis, e já é possível fazer o streaming de imagens em 3D da Dulwich Picture Gallery em Londres, BOZAR de Bruxelas e do Museu de Arte Moderna no Rio de Janeiro.

No começo do ano, a Royal Academy of Arts lançou uma programação especial comissionando artistas e estudantes a testar os limites das novas tecnologias de VR, impressão 3D e criação em ambientes imersivos.

Adham Faramawy, Elliot Dodd e Jessy Jetpacks contam como foi a experiência no vídeo acima.

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