.: AR :. ensaio fotográfico

por MARCELO SARAIVA

Um pedido incomum: fotografar o processo criativo de uma trupe de teatro estourando balões em um estúdio branco. Nenhuma técnica ou orientação estética definida.

Duas dificuldades: a quantidade desconcertante de bexigas – seis mil delas. A cena monocromática à exceção dos corpos dos atores que, vestidos de preto, desapareciam entre os balões.

Marcelo Saraiva topou o desafio. Munido de uma Nikon DSLR, o fotógrafo privilegiou silhuetas e desfoques, aliando-os a um tratamento de cor azulado. Eis o primeiro registro do ATRAVÉS.

FRAGMENTOS: MARCELO SARAIVA

A performance realizada pela trupe teatral Cia dos Tolos, ato inaugural do ATRAVÉS, foi registrada de inúmeras formas. Da câmera-olho que compõe a plataforma física, passando por selfies dos atores, chegando até as lentes do fotógrafo Marcelo Saraiva, que acompanhou o grupo durante todo o processo.

 

 

De cara, o convite representava um desafio. Pode-se dizer que fotografar seres em movimento – espontâneo e orgânico! – entre seis mil bexigas monocromáticas confinadas em um estúdio não é um quadro que o cotidiano, em seu sentido mais literal, não nos apresenta com muita frequência…

 

 

A estranheza da situação o desconcertou por alguns instantes, mas também revelou um novo universo a ser experimentado.

 

 

No mar de brancos ovais, Saraiva redescobriu a importância do som…

 

 

… e experimentou as sensações de um documentarista: percebeu-se como elemento onipresente e personagem silencioso.

 

 

Mas… como um fotógrafo enxerga e as selfies dos atores?

 

ONDA

RE-INSPIRAÇÃO

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