além da dança da chuva

A relação entre o homem e a dança é ancestral. Segundo relatos historiográficos, a dança é parte da humanidade desde os tempos pré-históricos, com diversas variações e mudanças nessas relações.

Durante período paleolítico (2,7 milhões de anos até 10.000 a.C) a dança já se fazia presente como uma maneira do homem exercer seu poder sobre a natureza. A crença era de que, dançando, teriam o controle sobre os elementos naturais e sobre suas caças, refletindo a natureza predadora assumida pelo homem durante o período.

No período neolítico (10.000 a 6.ooo anos a. C.), a sedentarização do homem é conquistada graças aos avanços das técnicas de agricultura e da pecuária. A dança passa a agradecer uma boa colheita. Além disso, o homem começa a se relacionar as questões de tempo. Essa consciência inaugura o pensamento religioso e as danças começam a tomar outro rumo, partindo da ideia que agora o mundo seria mediado por Deuses.

Durante e posteriormente a ascensão do cristianismo na cultura ocidental, o corpo foi visto como lugar do pecado, tornando-se alvo do repúdio, da culpa e da censura. Entre os anos 465 e 1453 d. C., o ato da dança era considerada pecado gravíssimo perante a igreja católica.

Anterior ou posterior a essa concepção, o corpo e a dança sempre foram um lugar de estudo e também uma forma de cultuar ao Deus em diversas outras faces da cultura e de diferentes religiões.

Ainda hoje, diversas religiões aderem a dança em seus processos cultos característicos.

No Candomblé e na Umbanda, são realizadas danças como forma de oferecer presentes aos orixás. Além disso, a dança se manifestas nas cerimônias de aflorescimento dos orixás, no caso do Candomblé, e de incorporação de entidades, no caso da Umbanda. Para Budistas e Espiritas, a dança é uma forma de gerar maior energia ou estabilizar esta energia com seus deuses.

Entre rituais praticados pelos povos indígenas, popularizou-se as danças praticadas para os Deuses que traziam a chuva. A dança da chuva tornou-se popular entre os não-indígenas e, até certo ponto, redutora em suas crenças, visto que a dança é uma das mais fortes expressões da nossa cultura. Elas aparecem em cerimônias tradicionais importantes, como as festas de iniciação, e em eventos mais comuns, como nas festas de comemorações de dias especiais.

A forma com que as pessoas enxergam a dança pode variar de acordo com o contexto histórico no qual estão inseridos e a sociedade que fazem parte. A dança e a religião possuem significados particulares para cada um, de acordo com a bagagem cultural de cada. O que para alguns pode ser apenas uma forma de entretenimento, para outros possui um significado mais aprofundado. Entre os homens e os deuses, também está a dança.

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