a verticalização das imagens

A tela horizontal foi, em suas diversas variantes, o padrão estabelecido para a imagem empregada na realização das narrativas ficcionais desde o seu nascimento.

A proporção 4:3 (1,33) era soberana. Foi a proporção adotada a partir do nascimento do cinema, ao final do século XIX, até a década de 50, pela televisão e pelos monitores de computador, posteriormente. Até hoje, é considerada a ‘janela clássica’ e a que mais se aproxima de um quadrado equilátero (1:1).

Com o surgimento e popularização da TV, o cinema teve que se mover para continuar atraindo os espectadores. A resposta encontrada foram as novas proporções da janela cinematográfica, que ramificaram-se em duas maneiras: a ‘janela europeia’ 5:3 (1,66) e a ‘janela americana’ 13:7 (1,85).

A radicalização dessa proposta pode ser encontrada no advento, no formato anamórfico, de proporção 7:3 (2,35) – também conhecida como “janela panorâmica”; utilizada através de um processo chamado “Cinemascope”, que consistia na distorção da imagem para posterior correção, que possibilitava a exibição da imagem mais ‘larga’ já vista até então. Foi o formato dos grandes épicos.

A partir dessa breve introdução aos mais comuns tipos de proporções, percebemos uma tendência clara: o alargamento e a horizontalização progressiva da tela (2,35) em detrimento de sua altura (1,33), como na posição de um retrato.

No entanto, algo parece estar mudando. O desenvolvimento de câmeras cada vez mais potentes para smartphones está tornando cada vez mais comum uma outra forma de registro: a imagem vertical.

Apesar de já ser um assunto envolto por polêmica e de muita rejeição, devido ao caráter muitas vezes amador encontrado nessa forma de registro, esse tipo de proporção parece estar alcançando outros campos e desenvolvendo uma linguagem própria, para além do valor documental e jornalistico.

Um exemplo desse avanço é a realização do Vertical Film Festival, já na segunda edição, onde são exibidos filmes realizados na proporção 9:16 (0,56).

Veja dois filmes exibidos no festival na edição de 2017:

The Santa Maria

Trailer do Festival

É curioso observar como essa mudança implica em uma outra lógica de enquadramentos e disposição dos assuntos em relação ao ponto de vista assumido pela câmera. A possibilidade de ser exibida em outras telas, como de celulares e tablets com mais naturalidade é outro ponto interessante a ser observado.

Apesar da dificuldade encontrada ao romper com uma tradição já centenária, esses talvez sejam os primeiros passos para uma revolução na história dos formatos e proporções das imagens que continuam a povoar nossa imaginação.

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