a noção de gosto, por bourdieu

Pierre Bourdieu foi um dos mais importantes pensadores franceses dos século XX. O sociólogo, que passou por diversas áreas de estudo a partir dos anos 60, desenvolveu uma aprofundada e ousada teoria a respeito da noção de gosto.

Superando a ideia de que o gosto se dá no âmbito da subjetividade do indivíduo, Bourdieu afirma que essa questão pode ser compreendida por fatores externos e objetivos, ou seja, sociais.

Pierre Bourdieu

Uma metáfora criada por Bourdieu para poder ilustrar sua teoria é a do ‘capital cultural‘. Bourdieu acredita que o acúmulo financeiro não é o que define o gosto, mas sim um acúmulo que se dá na dimensão do próprio tempo.

Uma criança, que nasce em uma família que já possui contato com a arte e estimula-o, herda um capital cultural inestimável e único desde cedo. Enquanto quem não possui esse estimulo inicial terá que iniciar esse processo posteriormente, ou talvez nunca entre em contato com tais obras.

Esse contato estimula a capacidade de abstração e a compreensão do contexto histórico de uma obra de arte, ambas ferramentas fundamentais para compreender a “intenção” de uma obra de arte, ou seja, supera a ideia de que sua percepção deriva de uma subjetividade.

O gosto, então, não é uma propriedade inata, mas resultado de uma série de condições materiais e simbólicas e, portanto, passível de discussão.

Confira a interpretação do marchand João Correia, curador do MOVIMENTO FUTURO da ONDA#12 – HOJE, da teoria de Pierre Bourdieu:

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