A musa na arte digital

A musa existe em todo o lugar que espaço da criação, desde a Grécia Antiga.

Em 1968, um empregado de uma das maiores companhias de tecnologia comunicacional dos Estados Unidos da América encontrou sua musa em um sistema operacional e causou uma revolução no campo da arte.

Ken Knowlton usou somente algoritmos do ASCII, sistema da Bells Lab, companhia que trabalhava, para criar a obra “Nude“, lançada naquele ano.

O ato foi pioneiro na arte digital e a obra apareceu na primeira página do periódico norte-americano New York Times como sendo o primeiro nu a aparecer no jornal.

Na época, a obra não foi considerado arte. A herança academicista persistia.

Porém, como todas as musas, Nude é atemporal. Knowlton se consagrou como artista plástico. E sua obra, cara academia, é arte.

Sem a musa, não existe arte. Ele está na paleta de Rafael e nos algoritmos de Knowlton.

Uma entidade que suscita na inspiração e aflora na ponta do pincel.

O espaço da arte é aquele em que o artista pode criar sem encontrar barreiras. Os únicos muros são aqueles erguidos pelo habitus da sociedade.

Mas o artista não deve encontrar muros. Não para impedi-lo de fazer arte.

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