a liberdade de viver com pouco

Enquanto era presidente do Uruguai, José ‘Pepe’ Mujica ganhou a alcunha de “presidente mais pobre do mundo”. De pronto, ele rejeitou o título: não por vaidade, mas por acreditar que “pobre é quem precisa de muito para viver”.

Ao assumir a presidência do Uruguai em 2010, Mujica manteve o estilo de vida que tinha até então: continuou morando em sua chácara, na zona rural de Montevidéu, onde cultiva hortaliças, e seu velho carro, um Fusca azul modelo 87, que costumava dirigir para ir ao “trabalho”. Ele ainda oferecia carona para as pessoas no meio do caminho.

Pelos hábitos considerados excêntricos para um presidente, Mujica chamou a atenção pública internacional. Avesso às mordomias reservadas ao cargo que passou a ocupar, sempre doou 90% do seu salário para programas sociais enquanto esteve no poder, o que lhe valeu o apelido de “presidente mais pobre do mundo”.

Mas, para ele, esse título é incorreto porque “pobres são aqueles que precisam de muito para viver”. Em sua visão, sua vida austera tem como objetivo “manter-se livre”:

“Eu não sou pobre. Pobre são aqueles que precisam de muito para viver, esses são os verdadeiros pobres, eu tenho o suficiente. Sou austero, sóbrio, carrego poucas coisas comigo, porque para viver não preciso muito mais do que tenho. Luto pela liberdade e liberdade é ter tempo para fazer o que se gosta”, disse o ex-presidente.

Ele considera que o indivíduo não é livre quando trabalha, porque está submetido à lei da necessidade.

“Deve-se trabalhar muito, mas não me venham com essa história de que a vida é só isso”.

Em sua gestão, o Uruguai adotou políticas controversas, corajosas e necessárias, consoantes com as necessidades de seu tempo, tais como a legalização da maconha e do casamento gay (permitindo também a adoção de crianças por casais homossexuais) e a descriminalização do aborto. Ao contrário de muitos líderes latino-americanos, Mujica deixou a presidência com a economia em ordem e com altos índices de aprovação popular.

Em seu depoimento para o documentário Human, de Yann Arthus-Bertrand (abordados por nós aqui e aqui) Mujica compartilha sua visão sobre diversos aspectos da vida.

Ele faz um alerta para o fato de que estamos desperdiçando nossas vidas, ou ainda, “gastando tempo de vida” para alcançar um padrão de vida consumista sem fim; aborda os motivos da atual crise política e discorre sobre a importância de continuarmos sonhando, sempre levantando, queda após queda, carregando cicatrizes sem rancor, com os olhos sempre fixos no amanhã.

ONDA

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