a era da experiência

Economia compartilhada e a era da experiência.

Já faz algum tempo que as tendências de consumo apontam para uma mesma direção, a da valorização da experiência como fator determinante para atrair o interesse das pessoas. Esperamos, cada vez mais, que as organizações nos tratem de forma customizada, não como números, mas como pessoas sensoriais e únicas.

Neste cenário, a busca se distancia do desenvolvimento de produtos e serviços apenas focado na necessidade de consumo e aproxima-se de experiências que ainda não estão disponíveis, mas que as pessoas gostariam de ter assim que fosse possível. Quando adquirimos algo, geralmente somos movidos mais pela emoção, intuição e fantasia do que pela racionalidade. Ou, como vem ocorrendo mais recentemente, pelo desejo de uma vida on demand, como já ocorre na vida digital.

“O consumo vai valorizar cada vez mais a sensação, a experiência, a socialização, a relação humana.” Ricardo Abramovay, professor titular do departamento de economia da FEA-USP.

The Art of Dining oferece jantares nos quais os participantes desconhecem o cardápio, mas interessam-se a partir de um conceito ou tema que é executado nos pratos.

Nesse tipo de negociação, o papel do fornecedor também é exercido pelo indivíduo. Gente “pessoa física”, que lucra com aquele quarto vago via Airbnb, com a câmera que aluga na internet ou com uma bela janta preparada em casa para pessoas que não são amigos ou família.

Em geral, as pessoas experimentam esses serviços porque são mais baratos que os tradicionais, mas continuam porque gostam da variedade de escolhas e de se conectar com pessoas.

A experiência como foco do consumo é a base da economia colaborativa.