a conquista do tempo

Se o advento das tecnologias da informação proporcionou o fenômeno da comunicação instantânea, as barreiras do espaço evaporaram. Em questão de segundos, uma ocorrência no Japão é reportada no Brasil e vice-versa.

E a próxima fronteira a ser conquistada é a do tempo.

Nosso tempo sempre foi limitado. Essa verdade eterna assombra o homem desde o inicio da sua percepção do mundo. Nós nascemos, vivemos e, eventualmente, morremos. O tempo acaba.

Mas e se não fosse assim?

O Transumanismo é o movimento intelectual que identifica, na união do humano e do científico, a forma de aperfeiçoar o corpo humano com o que há de mais avançado na tecnologia, até a chegada em sua forma final e imortal. O livro ‘The Age of Spiritual Machines’, de Ray Kurzweil, faz uma série de previsões que se prolongam pelo século 21, chegando a criação de corpos virtuais conectados a impulsos neurais.

O que pode parecer assustadoramente atual e possível, na verdade é uma prática e um ideal que remonta aos séculos passados. O desejo de superar a morte sempre habitou o imaginário humano.

No campo da fantasia, a figura do Frankenstein é a representação do homem criado a partir exclusivamente capacidade da ciência. Ao desafiarmos o potencial criador da natureza, cria uma aberração cheia de culpa e incerta de sua existência. Seu final é trágico.

Young Frankenstein (1974), de Mel Brooks

Outra figura que flerta com a ideia de imortalidade é a do Conde Drácula, uma figura de contornos diabólicos. O preço a se pagar, no entanto, é o vampirismo que se prolonga para o todo sempre. Perde-se a vida, para ganhar a eternidade.

Em ambas as representações encontramos um intenso sentimento de culpa pelo rompimento com uma ordem  divina. A ideia predominante é a de que o homem não foi feito para conquistar o tempo, mas para enfrentar sua finitude.

As questões éticas e morais parecem ser a principal barreira para a aceitação do transumanismo, afinal, em termos tecnológicos, ela encontra vias livres para avançar acelerada e indeterminadamente nos próximos anos.

Mas quais as implicações na vida humana da concretização dos processos já iniciados? Quando vivermos 150 ou 200 anos, em média, como daremos conta da superpopulação? Como organizar uma vida quando tempo e espaço forem apenas partes de uma equação já superada?

Essas são algumas questões que já devemos começar a refletir a respeito, pois em algum momento terão de ser respondidas.

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