5 artistas que foram até o limite pela arte

Seja rompendo as limitações de um material para criar novas formas, ou alterando irreparavelmente o próprio corpo, ou apropriando-se de objetos tão triviais ou bizarros que acabam por redefinir a arte como a conhecemos, artistas sempre quebraram regras estabelecidas e testaram os limites da resistência humana.

Abaixo estão 5 obras que foram ao extremo e, em alguns casos, definiram alguns dos movimentos artísticos mais vanguardistas dos anos 70 até o presente.

(1) Chris Burden, Shoot, 1971

O artista conceitual Chris Burden percebeu a possibilidade de “morrer por sua arte” quando permitiu que atirassem nele à queima roupa com um rifle de calibre .22 para sua performance de 1971 “Shoot” (Tiro, em português). Durante os 8 segundos de duração do ato, Burden permanece imóvel enquanto um amigo empunha um rifle a pouca distância e o acerta no ombro esquerdo.

Um dos pioneiros da ideia de que o risco físico, quase fatal, pode ser uma forma de expressão artística, Burden iria continuar com performances igualmente extremas, como Transfixed (1974), na qual ele se cruxificou em um fusca, ou a performance Five Day Locker Piece (1971), que envolvia Burden preso dentro de um armário escolar por 5 dias.

“I’m Chris Burden and welcome to Jackass.”

(2) Ai Weiwei, Straight, 2008–2012

O artista chinês e dissidente Ai Weiwei é conhecido por ter levado artesanato a uma escala inimaginável como quando trabalhou com artesãos para levar 100 milhões de sementes de girassol de porcelana pintadas à mão para a exposição The Unilever Series de 2010, no Tate Modern de Londres.

Na edição de 2013 da Bienal de Veneza, ele participa com a instalação Straight (2008 – 2012), que incluía 150 toneladas de vergalhões de edifícios destruídos no terremoto de  Sichuan em 2008 – um desastre que matou quase 70 mil pessoas e deixou quase 20.000 desaparecidas.

Sua equipe passou mais de dois anos endireitando cada uma das 50.000 barras à mão para a instalação, tarefa obedientemente cumprida por eles durante a detenção de 81 dias do artista pelo governo chinês em 2011.

(3) ORLAN, The Reincarnation of Saint-Orlan, 1990–1995

Aos 15 anos, a artista performática francesa Mireille Suzanne Francette Porte assumiu o pseudônimo artístico ORLAN – sua primeira re-invenção em uma carreira de 30 anos cheia de transformações e renascimentos ficcionais.

Entre 1990 e 1995, para o projeto The Reincarnation of Saint-Orlan, a artista submeteu-se a 9 cirurgias plásticas a fim de emular traços de figuras femininas famosas na história da arte ocidental.

ORLAN mexeu nas sobrancelhas para ficar como a Mona Lisa de Leonardo da Vinci (1503-1519), no queixo para evocar a Venus de Botticelli (1490), e alterou a forma de sua boca para homenagear The Rape of Europa (1732-1734 ) de François Boucher. Vestida em trajes de inspiração barroca, a artista permaneceu consciente durante as operações. Suas transformações cirúrgicas foram fotografadas e filmadas, muitas vezes acompanhadas por música ou leituras de poesia.

(4) Joseph Beuys, I Like America and America Likes Me, 1974

O artista alemão Joseph Beuys chamava suas controversas performances de “ações”, ressaltado sua crença de que cada pessoa é um artista e que a arte é uma parte vital da vida em sociedade. Sua performance I Like America and America Likes Me (Eu gosto da América e a América gosta de mim), de 1974, começou longe dos limites de uma instituição de arte, com Beuys voando até o aeroporto JFK em NY e sendo amarrado com feltro por seus amigos e transportado de ambulância até a René Block Gallery.

Por oito horas diárias nos próximos três dias, Beuys ocupou o espaço equivalente a um quarto com apenas um cobertor, um par de luvas, uma bengala, cópias do The Wall Street Journal entregues diariamente e um coiote vivo. O coiote oscilou entre atacar o feltro e urinar sobre os jornais, mas eventualmente tornou-se amável o suficiente para permitir um abraço de Beuys, que no final dos três dias foi envolvido em feltro mais uma vez e voltou para o aeroporto. Durante o projeto, ele conseguiu não tocar nem por uma vez o solo americano, como pretendia inicialmente.

(5) Azuma Makoto, Shiki 1, 2014

O artista botânico japonês Azuma Makoto, cuja carreira começou em uma floricultura japonesas, coloca elaborados bonsais em situações fisicamente impossíveis na natureza. Em 2014, ele se juntou à JP Aerospace para lançar um pinheiro de bonsai branco, suspenso a partir de um quadro de fibra de carbono e rodeado por seis câmeras GoPro, no espaço. Libertado do solo, Shiki 1 viajou acima de 30 mil km na estratosfera, levantada por balões de hélio. Sua jornada de 100 minutos deixou para trás um tesouro de imagens espetaculares que capturam esta união de terrestre e aéreo aparentemente impossível, embora o bonsai tenha se perdido para sempre.

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